Já há ‘fumo branco’ entre estivadores e operadores portuários

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Os estivadores chegaram a acordo com os operadores portuários para a integração de 56 trabalhadores no porto de Setúbal, disseram hoje à Lusa estivadores desta estrutura portuária.

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As mesmas fontes confirmaram que o acordo já foi aprovado pelos trabalhadores eventuais que se recusam a apresentar ao trabalho desde o dia 5 Novembro.

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, convocou para hoje, pelas 11h30, uma conferência e imprensa sobre a situação dos estivadores precários do porto de Setúbal.

Os estivadores precários, que representam mais de 90% da mão-de-obra disponível no porto de Setúbal, recusam apresentar-se ao trabalho desde o dia 5 de Novembro como forma de pressão para que lhes seja reconhecido o direito a um contrato de trabalho.

A recusa destes trabalhadores em se apresentarem ao trabalho, o que tecnicamente nem pode ser considerada como uma greve, porque não têm qualquer relação contratual com as empresas do porto de Setúbal, já inviabilizou a exportação de mais de 20.000 viaturas produzidas pela Autoeuropa.

Devido à paralisação do porto de Setúbal, a Autoeuropa tem milhares de viaturas parqueadas na Base Aérea do Montijo, no âmbito de um acordo entre a Autoeuropa e a Força Aérea Portuguesa.

No passado sábado, em entrevista à Antena 1/Jornal de Negócios, a ministra do Mar disse que já existia um acordo entre sindicato e empresas privadas do porto de Setúbal “para aumentar substancialmente o número de pessoas” efectivas, adiantando que a próxima reunião seria “para fechar um acordo”.

Na ocasião, Ana Paula Vitorino considerou “excessivo e incompreensível” o número de trabalhadores eventuais no porto de Setúbal.

“Aquilo que se passa a nível nacional, que é muito semelhante aos indicadores que existem a nível internacional, é que existem dois terços de efetivos e um terço de trabalhadores eventuais para fazer face aos picos”, disse a ministra.

“No entanto, em Setúbal existe uma situação que é ao contrário, em vez de haver dois terços de efectivos existem dois terços de trabalhadores eventuais, o que é de facto excessivo e incompreensível”, apontou Ana Paula Vitorino.

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