Transtejo e Soflusa são do terceiro mundo

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Francisco Alves Rito – Diretor d’O Setubalense – Diário da Região

Parece mentira que a ligação à capital do país, no século XXI, obrigue pessoas a lutarem por um lugar

A situação a que chegou o serviço de transporte público por via fluvial, entre a Margem Sul e Lisboa, atingiu um nível que, se não fosse dramático daria vontade de rir.
Centenas de pessoas serem obrigadas a esperar por barcos que não cumprem a hora e até a terem de disputar um lugar numa embarcação sobrelotada, é terceiro-mundista. Faz lembrar o esforço das pessoas para viajarem numa camioneta que faz de autocarro, na Nigéria, por exemplo.
O sórdido episódio voltou a repetir-se ontem de manhã, com o terminal do Seixal a invadir o barco que apareceu depois do anterior ter sido suprimido, em hora de ponta. Com gente a mais, o navio não iniciou a viagem, foi chamada a policia e as pessoas voltaram a chegar atrasadas ao trabalho.
Pagar um passe para um calvário destes?
A empresa já não pode mais do que pedir desculpas, mas isso é pouco mais do que nada.
Os governos mudam e as promessas de resolução do problema já existem, mas o martírio continua, dia após dia, há demasiado tempo, para milhares de pessoas.
Não há duvidas de que são vitimas, mesmo que Marcelo rebelo de Sousa ainda não as tenha vindo visitar como é seu costume noutros desastres.

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