Vereação exige que Governo ‘empurre’ ponte pedonal entre Seixal e Barreiro

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A ponte pedonal/ciclável entre o Seixal e Barreiro foi tema forte na última reunião de Câmara do Seixal. Só no último minuto os vereadores socialistas revelaram a sua decisão. Os eleitos pela CDU acreditam que o Governo PS não quer esta ligação

 

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A vereação da Câmara do Seixal subscreveu, por unanimidade, a tomada de posição que reclama a construção da Ponte Pedonal e Ciclável Seixal-Barreiro. A decisão foi tomada na reunião de Câmara de quarta-feira, e esteve em suspense até ao fim o debate. Durante uma hora os quatro vereadores socialistas ‘esconderem’ qual a sua posição.

A deduzir pelas intervenções do PS tudo indicava que iria no sentido da decisão do presidente socialista da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa, que ao ser confrontado com o inesperado aumento do custo desta ligação em mais de 2 milhões de euros, passou por cima do protocolo assinado por Joaquim Santos e o então presidente do município barreirense, Carlos Humberto, e veio dizer que tem de “reequacionar o projecto”.

Em Junho de 2017 os dois presidentes comunistas assumiam construir esta ligação dividindo verbas municipais. Seriam 4 milhões de euros, tendo 2 milhões de comparticipação.

“Os eleitos do PS no Seixal estão a ‘barreirizar-se’ em vez de defenderem os interesses da nossa população”, comentava o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos. Ao mesmo tempo os vereadores socialistas afirmavam-se “a favor” da construção desta ligação entre os dois concelhos, mas apoiavam as razões do edil do Barreiro sobre existirem “outras prioridades”.

“Todos concordamos que se faça a ponte na rede suave de mobilidade, mas uma coisa é custar 4 milhões de euros e, por erro do projecto, ascender para 6 milhões de euros”, referia o socialista Marco Teles.

Recorde-se que a Administração do Porto de Lisboa (APL) recusou o projecto da ponte alegando que esta tinha de ser elevada mais 20 metros, passando para os 60 metros para assegurar a passagem de certos navios. Uma avaliação que o vereador comunista Joaquim Tavares chamou de ‘burricracia’, é que os maiores navios que vão passar por debaixo da ponte são os da Soflusa, e estes passam”. Para o vereador a verdadeira razão é que “o Governo socialista não quer esta ponte”.

Para além da ponte pedonal/ciclável, a tomada de posição exige que o Governo avance com a ponte rodoviária entre os dois concelhos, inscrita no Plano Rodoviário 2000. Exigência que motivou o vereador socialista Eduardo Rodrigues a sugerir que em vez de três pontes a fazerem uma ligação de 800 metros, é preferível construir apenas a ponte “rodoviária e ferroviária”.

Fazendo contas, o socialista chegou a admitir a construção de uma ponte única com as três vertentes, pedonal/ciclável, rodoviária e ferroviária. Considerando que a ponte rodoviária tem um custo previsto de 15 milhões de euros e será construída pelo Estado, e que a pedonal/ciclável custará 6 milhões de euros, “por uma diferença de 9 milhões de euros, é de construir uma ponte com todas as vertentes”, avaliza.

Quanto à comparticipação de 2 milhões de euros, via FEDER, para a ponte pedonal/ciclável, o vereador socialista diz que esta verba não é de perder, podendo ser canalizada para outros projectos para ambos os concelhos.. Mas na sua intervenção reconheceu que gosta da ponte de modo suave.

O debate só decorreu mesmo entre os eleitos da CDU e PS, porque tanto o eleito do PSD como o do BE apenas disseram estar de acordo com a tomada de posição. Ficou assim decidido que a Câmara do Seixal “reitera a necessidade absoluta de concretização da Ponte para a Ligação Pedonal e Ciclável”, para “garantir as ligações de actividades económicas à rede local, regional, nacional e internacional”.

Assim como “exigir que o Governo avance com o processo de construção das pontes rodoviária e ferroviária entre o Seixal e o Barreiro, conforme está previsto no Plano Rodoviário e no contrato de concessão do Metro Sul do Tejo”.

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