Autoeuropa sem motores vai voltar a parar

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A Autoeuropa vai voltar a sofrer uma paragem de produção que, desta vez, está prevista ocorrer entre o próximo dia 23 e 3 de Janeiro de 2019, sendo que, de permeio, poderão registar-se outras paragens parciais em alguns turnos da noite. A notícia foi avançada pela versão online do jornal Expresso, que cita uma fonte da fábrica de Palmela para revelar a causa da paragens forçadas: a incapacidade de resposta dos principais fornecedores de motores, sediados na Alemanha e na Polónia, em corresponderem às necessidades da produtora automóvel de Palmela.

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Além disso, de acordo com o mesmo periódico, os recentes protestos dos “coletes amarelos” em França também já provocaram algumas paragens parciais na Autoeuropa, em virtude de vários camiões que transportam peças necessárias para a produção automóvel estarem a ser impedidos de efectuar a ligação a Portugal.

A juntar a esta situação, continua a avolumar-se o número de automóveis produzidos em Palmela que, segundo o Expresso, já ultrapassará os 20 milhares de unidades sem possibilidade de escoamento para os destinos pretendidos, face à greve de estivadores que se mantém no Porto de Setúbal.

O periódico acrescenta ainda que algumas empresas fornecedoras da Autoeuropa, que se encontram instaladas na zona industrial de Palmela, até já diminuíram o ritmo de produção, com uma delas a parar totalmente. A greve na infra-estrutura portuária começa assim a causar efeitos devastadores na fábrica da marca alemã em Palmela, que exporta a quase totalidade do novo modelo que produz, o T-Roc.

Outro problema que se coloca com o impasse no Porto de Setúbal é o do armazenamento dos automóveis produzidos: na infra-estrutura portuária a capacidade está esgotada e o mesmo parece estar próximo de acontecer na Base Aérea n.º 6, solução entretanto encontrada para resolver o problema inicial. Com todos estes constrangimentos, a Autoeuropa, revela o Expresso, estará já a equacionar outras alternativas para estacionar as viaturas saídas da fábrica de Palmela, sendo que Águas de Moura poderá ser uma das soluções. Mas, o cenário estará cada vez mais a gerar forte preocupação na sede da marca germânica.

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