“Santiago regista um crescimento económico gradual com a fixação de várias empresas”

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Álvaro Beijinha, Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém

Com intervenção em vários sectores económicos, o concelho de Santiago do Cacém destaca-se a nível regional e nacional pela produção agrícola e suinicultura. Ultimamente este município do litoral alentejano tem visto a procura turística despertar como mais uma alavanca para estrutura financeira local

 

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Do litoral ao interior do distrito de Setúbal o concelho de Santiago do Cacém oferece oportunidades a investidores de diferentes sectores económicos. Do turismo à logística até à produção agrícola inerente àquele território alentejano, o “concelho tem registado nos últimos anos um crescimento económico gradual com a fixação de várias empresas que têm crescido em volume de negócios, dimensões e postos de trabalho”, comenta o presidente da Câmara, Álvaro Beijinha.

No caso do sector agrícola, o presidente diz que tem crescido o número de empresas que laboram nesta área e se destacam pela inovação, é caso de culturas como o “tomate, arroz e milho”. Também a fileira do azeite “ganha cada vez mais destaque” no concelho, com os lagares a apostarem em produções biológicas e inovadoras.

Outro caso de sucesso é o da suinicultura em que “os produtores recorrem às tecnologias mais recentes para a criação dos melhores exemplares”. No sector dos bovinos, carne e leiteiro, “temos igualmente assistido a uma forte dinâmica, com várias explorações a fixarem-se aqui”, acrescenta o presidente.

Em grande crescimento está também o sector de transformação e empacotamento de pescado, com empresas que “são das maiores empregadoras da região e apresentam volumes de negócios muito relevantes”. Isto sem esquecer a “secular produção de cortiça que tem acompanhado as exigências do mercado apresentando novos produtos”, analisa Álvaro Beijinha.

É nesta análise que sublinha o turismo como factor de “crescimento económico”. Afirma mesmo que “Santiago do Cacém foi o concelho do Litoral Alentejano que mais cresceu, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística referentes ao ano de 2016 em comparação com 2015”.

Numa visão alargada, o autarca diz que a Câmara tem realizado “um esforço para dinamizar as zonas empresariais e industriais do concelho”, foi com esse objectivo que apresentou uma candidatura aos Fundos Comunitários, “na ordem dos 2,4 milhões de euros, que foi recentemente aprovada e representará um forte e importante investimento para o concelho”.

Parte da estratégia da autarquia passa por criar uma rede de parques empresariais, o que “permite alcançar o objectivo do nosso projecto político de combate às assimetrias para que as pessoas não deixem as freguesias do interior”, diz o presidente que contabiliza no concelho “seis áreas empresariais em Alvalade, Cercal, Ermidas, Santiago do Cacém, Santo André e Vale de Água”.

Relativamente a privados, destaca que muitas das empresas que laboram no concelho têm uma das facturações mais elevadas da região, e estão entre as maiores empregadoras. São empresas ligadas à agricultura, rações, produção animal, investigação, vitivinicultura, reciclagem e alumínios.

Por parte da autarquia, o esforço para atrair investimento tem passado por medidas de isenção para as pequenas e microempresas, da derrama, às empresas cuja facturação anual não ultrapasse os 150 mil euros.

Outra das medidas refere-se aos parques empresariais são “disponibilizados terrenos às empresas que se queiram fixar no município a preços muito abaixo do que são os custos das infraestruturas dessas mesmas zonas empresariais”, diz o presidente.

Entretanto a autarquia promove vários eventos locais e participa em outros fora do município para captar investimentos e população jovem.

No sector do turismo a procura por parte de nacionais, quer estrangeiros, “reflecte a estratégia municipal ao nível da promoção”, como é exemplo a participação na BTL. “Acreditamos numa cada vez maior projecção a nível regional e até nacional. Temos condições para sermos uma referência no turismo, quer seja rural, balnear, ou de natureza. Somos um território atractivo e tudo faremos para afirmá-lo aos olhos daqueles que cá vivem, dos que nos visitam e dos que cá pretendem investir”, afirma Álvaro Beijinha.

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