Tribunal deixa em liberdade agressor de mulheres no Barreiro

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A Polícia Judiciária tomou as rédeas da investigação sobre o indivíduo que, alegadamente há 15 anos, espanca mulheres no Barreiro. Foi presente a Tribunal mas saiu em liberdade

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O homem que há 15 anos agride mulheres no concelho do Barreiro foi colocado em liberdade depois de presente ao juiz, na quinta-feira, revelou fonte da Polícia Judiciária (PJ).

Uma decisão que poderá não agradar a alguns, tendo em conta que em Outubro cerca de 30 pessoas protestaram, publicamente, à porta do Tribunal do Barreiro contra a tolerância do tribunal para com este homem.

Hoje, fonte da PJ referiu à Lusa que “o arguido foi presente na quinta-feira a primeiro interrogatório judicial no Tribunal do Barreiro e uma juíza de instrução criminal decretou-lhe a medida de coacção de apresentações diárias no posto policial da área de residência (Fronteira, distrito de Portalegre). Ficou ainda proibido de frequentar os concelhos da Moita e do Barreiro”.

Só agora a investigação passou para a PJ, porque o homem é suspeito de coacção sexual, em três situações distintas, envolvendo mulheres e menores, crime que é da competência deste órgão de polícia criminal.

Além dos relatos destas três ocorrências, há “dezenas de outros inquéritos” relacionados com casos de violência sobre mulheres, que foram apensos a este processo.

Segundo o vereador do PSD na Câmara do Barreiro, Bruno Vitorino, “há 15 anos” que este homem agride mulheres no concelho, tendo já “mais de 50 queixas apresentadas nas autoridades”.

Em comunicado divulgado a 06 de Novembro, o vereador avança ainda que o suspeito tem sido “internado compulsivamente” na unidade de psiquiatria do Centro Hospitalar do Barreiro Montijo, onde acaba sempre por receber alta, situação que voltou a acontecer há cerca de uma semana.

Em declarações à Lusa, na mesma data, fonte do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Setúbal não conseguiu confirmar se as agressões já duram há 15 anos, dado que nesse período ainda não se efectuavam registos informáticos, mas avançou que, pelo menos desde 2012, existem “várias dezenas de queixas”.

Lusa

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