Obras adiadas obrigam a alterar orçamento

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Alteração orçamental foi aprovada por CDU com abstenção da oposição

 

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O presidente Álvaro Amaro apresentou a proposta para a terceira alteração ao orçamento, na última sessão de câmara, tendo justificado que “a reprogramação de algumas obras irão ter efeitos apenas a partir de 2019”. O edil considerou “tais alterações perfeitamente normais e a razão do atraso do investimento está mais que justificado” e citou os exemplos “da intervenção nas Encostas do Castelo, que começou apenas no mês passado, as empreitadas, cujos concursos ficaram desertos e os atrasos nos vistos do Tribunal de Contas”. O edil garantiu “até final do ano vamos lançar obras importantíssimas, mas que só serão pagas no próximo ano” e daí a alteração de três milhões de euros no orçamento.

O vereador da Palmela Mais, Paulo Ribeiro, criticou a 3ª revisão do orçamento de 2018 “porque já foram aprovadas 11 alterações” e alerta para “o adiamento de obras para 2019, num montante de cerca de três milhões de euros”. O autarca do PSD/CDS considera que as alterações não são novidade, porque “tem sido assim em Palmela. O que se promete em 2016, adia-se para 2017, depois para 2018 e agora para 2019”. Paulo Ribeiro lembrou que votou contra o orçamento, pois “já se adivinhava que esta maioria não tem capacidade de realização”. Em relação à revisão o autarca revelou “não votamos contra, mas abstemo-nos porque quase um ano depois a maioria vem dar-nos razão”.

Também os autarcas do PS explicaram “vamos abster-nos na revisão como o fizemos em relação ao orçamento”, mas deixam o aviso “iremos estar atentos à governação da maioria”.

Consolidação das encostas do castelo

 

A  empreitada de intervenção de natureza estrutural para evitar derrocadas na encosta do Castelo de Palmela, conforme foi anunciado na sessão de câmara, já começou, incidindo na Rua da Portela, que foi encerrada permanentemente ao trânsito, enquanto decorrer a empreitada. Também a Estrada da Cobra será encerrada até ao final do ano, devido aos riscos de segurança por eventuais derrocadas e movimentação de terras.

Por Fátima Brinca

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