PSD leva dragagens no Sado a Bruxelas

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Nuno Carvalho e Bruno Vitorino reuniram com associações de pesca

 

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O PSD de Setúbal vai levar as dragagens no Sado a Bruxelas, através de uma pergunta do eurodeputado Carlos Coelho à Comissão Europeia (CE) sobre o financiamento do projecto com fundos comunitários, informou a concelhia do partido.

Na pergunta, o eurodeputado social-democrata afirma que o Porto de Setúbal incumpriu os deveres de auscultação da população e exige uma posição da CE sobre o cofinanciamento comunitário.

“O projecto do Porto de Setúbal é cofinanciado por fundos comunitários. Já percebemos que a necessária auscultação da população, exigida pelas regras de avaliação de impacto ambiental e pela própria natureza dos fundos comunitários, não foi suficiente, caso contrário esta mobilização dos cidadãos não teria a dimensão que tem.”, afirma Nuno Carvalho.

O presidente do PSD local e vereador na Câmara Municipal, juntamente com o líder distrital, Bruno Vitorino e o deputado municipal Pedro Vieitas Antunes, reuniram no sábado com as cooperativas de pesca Bivalmar, Sesibal e a associação Setúbal Pesca, em conjunto.

Nuno Carvalho diferencia o problema dos pescadores das questões ambientais. “O local do aterro no delta do Rio Sado, precisamente pelo efeito devastador que poderá ter no alimento dos peixes e consequentemente no desaparecimento dos mesmos por falta do seu alimento. Por essa razão creio que esta questão merece uma análise e tomada de posição diferenciada de outras preocupações ambientais.”, defende.

O vereador do PSD reitera que o Estudo de Impacte Ambiental “não teve uma consulta pública suficientemente abrangente, tal como se vê pela ausência de consulta às cooperativas e associações de pesca, por isso mais vale a pena suspender, ouvir e estudar para ter a certeza que não provocará um dano maior do que o previsto”.

 

Solidariedade com estivadores

 

O vereador do PSD esteve também com os estivadores em luta no Porto de Setúbal. “Pretendi dar atenção mediática a este problema com moção que apresentei na reunião de Câmara, porque não se entende como estes estivadores são tratados de forma tão diferente, mas estamos aqui para apelar à razão de todos, incluindo do Governo que tem uma coligação parlamentar com BE e PCP, e pedir que não permitam que até na greve estes trabalhadores tenham menos direitos que outros.”

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