População aprova Parque da Várzea mas manifesta preocupação com estacionamento e segurança

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A autarquia garante que o futuro Parque Urbano da Várzea vai resolver o problema das cheias e dotar a cidade de um grande espaço verde vai permitir uma melhor vida à população e tornar Setúbal mais atractiva. Agora falta convencer Bruxelas

 

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O futuro Parque Urbano da Várzea promete ser um grande espaço de diferenciação da cidade de Setúbal. Para além da regularização da Ribeira do Livramento, irá resolver os problemas de cheia no casco urbano construído numa zona geográfica para onde convergem várias ribeiras, e criar um grande núcleo arborizado onde passam a existir áreas com dezassete usos e equipamentos distintos para lazer da população. São 19 hectares, correspondente à superfície de 40 campos de futebol, que vão transformar o visual de Setúbal.

O ante-projecto foi dado a conhecer à população na passada sexta-feira e, se o desenho agradou a quem esteve presente no Fórum Municipal Luísa Todi, levantou várias questões ao nível do estacionamento automóvel, circulação e segurança.

Dúvidas que a presidente da Câmara de Setúbal e um dos técnicos da autarquia responsável pelo projecto de alguma forma sanaram, tendo ainda deixado a porta aberta para as sugestões que foram apresentadas. Um dado assente para Maria das Dores Meira é que a obra é para avançar e garantiu que técnicos e autarcas “vão insistir com Bruxelas até termos os fundos comunitários que comparticipem a execução do parque”.

Em cima da mesa estão valores consideráveis para uma obra que será executada em duas fases; a primeira que considera a construção de bacias de retenção e tem montante de 3,9 milhões de euros, devendo estar concluída em Abril ou Maio do próximo ano, e a segunda fase que prevê um investimento que poderá alcançar os 5 milhões de euros e tem um calendário para arranque da obra que aponta para o primeiro trimestre de 2020. No global, esta grande zona de lagos, espaços verdes e equipamentos deverá estar concluída dentro de 4 anos.

Com o ante-projecto publicamente conhecido, os técnicos vão agora passar para a execução dos projectos de especialidade onde “vão ser trabalhadas muitas das questões que vão surgindo”, refere Maria das Dores Meira. Aliás, a presidente espera que a população avance mesmo com sugestões, “foi para isso que apresentamos a ideia do que será o Parque Urbano da Várzea”, disse na apresentação do mesmo.

Em resposta ao receio da falta de estacionamento e circulação automóvel, a autarca garantiu que vão ser criadas bolsas de estacionamento, estando já a ser feitos estudos na zona. Quanto ao receio pela segurança de quem estiver no parque, foi dito que vão existir pelo menos dois casais a residir no parque que para além de terem responsabilidade sobre alguma manutenção, também vão ajudar na sua vigilância.

Entretanto já dentro de 15 dias vão começar a ser plantadas cerca de 700 árvores e 35 mil arbustos na área do futuro parque. Será parte do manto verde que vai fazer respirar uma zona de bacia de retenção que terá vários lagos, sendo um deles um grande espelho de água, dois jardins infantis, espaço de aventura, dois quiosques, área de eventos, um jardim de geminações que terá espécies verdes das cidades geminadas com Setúbal, três miradouros e quatro campos de futebol, sendo que três deles já existem.

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