CDS-PP debate turismo no distrito

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Diogo Mesquita Nunes, Leonor Freitas, Carlos Cupeto e Vasco Pinto foram oradores num encontro moderado por Ana Clara Birrento

 

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O CDS-PP de Setúbal promoveu este sábado uma conferência sobre o turismo no distrito de Setúbal, num segundo encontro do ciclo que a distrital centrista está a promover e que vai ainda entrar nas áreas da saúde, apoio social e educação.

O debate, que teve lugar no Mercado do Livramento, teve como oradores Diogo Mesquita Nunes, dirigente nacional do partido, Leonor Freitas, empresária da Casa Ermelinda Freitas, Carlos Cupeto, geólogo professor da Universidade de Évora, e Vasco Pinto, vereador da Câmara de Alcochete com o pelouro do Turismo e vice-presidente da distrital.

Estiveram presentes responsáveis do partido como Nuno Magalhães, deputado eleito por Setúbal, João Viegas, presidente da distrital, Ana Clara Birrento, moderadora, como directora do centro de estudos da distrital, e os presidentes das concelhias de Setúbal, Paulo Santos, e Palmela, Rosa Pinto, que concretizaram a iniciativa promovida pela distrital.

Diogo Mesquita Nunes, que começou por dizer que o turismo deixou de ser apenas “a flor na lapela dos autarcas” para representar 10% do PIB e passar a ser um dos dois sectores mais exportadores. O ex-governante apontou a proximidade a Lisboa, o novo aeroporto do Montijo como oportunidades para a região criar uma nova centralidade aproveitando a intensidade turística da capital.

Leonor Freitas centrou-se no Enoturismo, recordando que há 20 anos vinho e turismo não tinham a relação actual e que o vinho, pouco valorizado na altura, é hoje “a dignificação do mundo rural”.

“Temos uma região com mar, serra, gastronomia, pesca, queijos, enchidos e o nosso vinho que é um produto para andar de mão dada com a gastronomia”, disse a empresária que defendeu a necessidade de todos se empenharem na ligação entre a cidade e o campo, do trabalho em rede, para que a região possa aproveitar os turistas de Lisboa.

Leonor Freitas, explicou que nas 76 adegas com Enoturismo existentes na região, os turistas visitam as vinhas, “alguns pagam para vindimar”, conhecem as castas, acompanham o processo de produção de vinho e desfrutam das provas. Na Casa Ermelinda Freitas as provas incluem pelo menos cinco vinhos, entre os quais o Moscatel.

“O vinho e o Enoturismo está na moda. Vamos aproveitar mas também trabalhar para que não deixe de estar na moda”, concluiu.

Carlos Cupeto fez uma intervenção sobre o “Up local”, a importância da valorização e aproveitamento das condições e recursos naturais locais de forma sustentável. Um pensamento “fora da caixa”, que reflecte sobre as verdades apenas aparentes do sistema corrente.

O professor da Universidade de Évora apontou os exemplos dos limões que chegam do Chile a dois euros e das viagens para Londres a um terço do preço para o Porto, para alertar que o mundo vai mal e ainda não aprendeu a lidar com a globalização.

Defensor da economia circular, que valorize e poupe os recursos, Cupeto fez a apologia da necessidade de um olhar diferente para as coisas. Ilustrou com o falhanço da candidatura da Arrábida a património da Unesco. “’A Arrábida não é classificada pela Unesco’, [esta máxima ou slogan] é uma janela de oportunidade extraordinária, assim se saiba aproveitar”, defendeu, considerando que os selos da Unesco são já banais e excessivos.

“Setúbal é capaz de ser a melhor cidade do país, porque tem o melhor de dois mundos; proximidade a Lisboa e ao Alentejo”, afirmou o geólogo para quem o “campo” tem um valor essencial que não é compreendido pela sociedade actual.

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