Politécnico e autarquia reflectem sobre impactos da Street Art

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A arte urbana, as suas implicações culturais e socioeconómicas, marcaram um debate apresentado na Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal, com a participação da Câmara Municipal e do Instituto Politécnico

 

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O fenómeno da Street Art em Portugal esteve ontem representado na Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal, durante o encontro “Impactos da Street Art”, organizado pelo Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), em parceria com Câmara Municipal. Um encontro entre artistas, autarcas, agentes socioculturais e académicos.

O encontro “Impactos da Street Art” resulta de uma investigação académica liderada por Luís Souta, docente na Escola Superior de Educação, do Instituto Politécnico de Setúbal. “Um estudo que procura contribuir para alargar o conhecimento da street art enquanto arte emergente”, adiantou o professor e investigador.

O vereador da Cultura, Educação, Desporto, Juventude e Inclusão Social, Pedro Pina, destacou a importância da iniciativa que permite “alargar o conhecimento, reflectir e analisar as diferentes dimensões deste movimento”. Um movimento artístico que no parecer do vereador “Setúbal tem acolhido, nos últimos anos, em particular no espaço público”, através de diferentes manifestações artísticas de Street Art.

 

“Artistas ou marginais? Legal ou ilegalidade?”

 

As reflexões em torno desta forma de expressão artística, centraram-se sobretudo sobre os juízos de valor feitos sobre a Street Art. Numa reflexão que teve como base o tema “Artistas ou marginais? Legal ou ilegalidade?”, Pedro Pina vincou a importância do debate público ser feito “entre aqueles que, literalmente, têm a lata na mão”. Uma reflexão sobre um movimento não se cinge à criação artística. “Tem, igualmente, implicações culturais, sociais e económicas na sociedade e, por isso, é fundamental esta reflexão”, apontou o autarca.

Pedro Dominguinhos, presidente do IPS apresentou a Street Art como elemento diferenciador na requalificação urbana e “um movimento amplo e, de certa forma, emergente, que importa continuar a investigar pelas múltiplas repercussões que tem na sociedade”.

Contexto em que anunciou que, o IPS vai promover um concurso no âmbito das comemorações dos 40 anos da instituição para pintura da fachada, de um dos edifícios do campus.

O encontro incluiu também debate sobre o tema “Street Art e os impactos artísticos”, com intervenções de Ivo Santos (smile1 art), José Carvalho (Ozearv) e Tiago Proença (Tiago Hesp), que abordaram, na primeira pessoa, as suas experiências deste movimento.

 

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