Adega de Pegões conquista topo do mundo em Inglaterra

41
visualizações

A cooperativa agrícola fez história ao conquistar pelo segundo ano consecutivo o troféu de melhor produtor de vinho português em terras de sua majestade. Da China a Londres para receber o prémio

 

- Pub -

 

A Adega de Pegões voltou a ser reconhecida ao mais alto nível internacionalmente ao conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o troféu de melhor produtor produtor de vinho português no mais prestigiado certame inglês – e um dos mais conceituados do mundo – da especialidade, o International Wine and Siprits Competition. O troféu “Portuguese Wine Producer of the Year 2018” foi entregue na passada quinta-feira, em cerimónia realizada em Londres, aos responsáveis da Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões e veio, assim, premiar a qualidade dos vinhos produzidos e comercializados pela adega em todo o mundo.

Jaime Quendera, enólogo e sócio-gerente da cooperativa, estava na China quando foi contactado pela organização do famoso certame inglês. Motivo: a solicitação, manifestada de forma insistente, da presença de responsáveis da adega do concelho do Montijo na cerimónia de entrega de prémios em Londres. Para os britânicos era uma questão de extrema importância. Para os homens da cooperativa da região passou a ser uma questão de honra e orgulho. Não era para menos: a Adega de Pegões voltava a alcançar um marco histórico, reafirmando-se pela segunda vez seguida como o melhor produtor português em terras de sua majestade, troféu que habitualmente é agarrado por produtores de vinhos licorosos, do Porto ou da Madeira, também imensamente apreciados pelos anglo-saxónicos.

A conquista ganha ainda especial relevo já que se trata de um concurso “feito em prova cega, por jurados internacionais”, lembra Jaime Quendera, que ainda destaca o feito por outros factores. “Este é um concurso de luxo, é o prémio mais importante da Inglaterra. Termos ganho estes dois anos consecutivos, sermos uma cooperativa e sermos do Sul é um caso único, que premeia a qualidade do vinho de Pegões”, sublinha, reforçando: “Não sei se haverá outro caso como este. Anteriormente, que eu visse, quem ganhou este troféu foram empresas do vinho do Porto e do vinho da Madeira.”

O orgulho pela distinção foi, por isso, triplicado e acentuado por uma outra premiação com ligação directa à cooperativa, conforme explica o responsável. “O nosso importador, inglês, também foi distinguido. Podemos dizer que trouxemos logo dois em um. É o melhor importador inglês”, frisa, recordando de seguida: “Quando ganhámos pela primeira vez, já havíamos ficado muito honrados e impressionados, até porque estamos a falar do mercado inglês, um mercado topo do mundo. De resto, já tínhamos sido nomeados num outro ano, há cerca de uma década.”

 

Museu na calha

 

O currículo da cooperativa agrícola tem vindo a engrossar a olhos vistos. Os prémios conquistados pela Adega de Pegões já são mais do que muitos e um museu para albergá-los passou a estar nas cogitações da cooperativa, conforme admite o enólogo. “Já estamos a pensar nisso, mas não posso revelar mais”, confessa, preferindo não se alongar mais sobre o tema.

O ano ainda não acabou e desde há alguns meses que os responsáveis pela cooperativa sabem que, mais uma vez, bateram o recorde de melhor ano de sempre. Mas até onde pode chegar a Adega de Pegões? “Sei lá… já ando a dizer isto há tantos anos. Estamos numa zona muito boa, temos muitos bons vinhos, o mundo está a começar a reconhecê-los e a comprá-los e nós continuamos a crescer e a aparecer. Acho que vamos chegar cada vez mais longe. Até onde não sei, mas é verdade que cada vez somos maiores”, considera, antes de se debruçar sobre as expectativas para 2019.

“Temos uma base muito boa, muitos bons vinhos. A partir daí, tudo é possível. Mas, também não podemos continuar a bater recordes todos os anos. Temos uma boa produção, muito boa qualidade e os vinhos são óptimos, vamos ver. Penso que ficaremos à mesma no topo, se iremos ter em 2019 o melhor ano de sempre, não sei. Este [2018] foi outra vez o melhor de sempre. Tem sido assim todos os anos”, conclui.

Comentários

- Pub -