Pedro Salvado, o Viking do Vitória: «O Viking continua a ser um sucesso onde quer que vá»

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Ao longo da história do Vitória FC, que amanhã celebra o seu 108.º aniversário, muitos foram os adeptos emblemáticos que o clube teve. Nos dias que correm, Pedro Salvado, mais conhecido como Viking do Vitória, é, de Norte a Sul do país e nos arquipélagos da Madeira e Açores, o adepto que mais facilmente é associado ao emblema sadino. O Setubalense – Diário da Região foi ao encontro do homem que nasceu em Setúbal há 51 anos, é sócio do Vitória há 32 e veste a pele de viking há 12 anos.

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Como surgiu a ideia de criar um viking como adepto do Vitória?

Faço canoagem e, quando quis arranjar um boneco para acompanhar o Vitória, procurei uma personagem que tivesse ligação ao mar. Para não ferir suscetibilidades excluí a figura do pescador. Como Setúbal tem o Rio Sado e está perto do oceano inventei o viking. Os miúdos adoraram e, depois de quase 12 anos, continua a ser um sucesso onde quer que vá.

É muito requisitado para tirar fotografias?

É verdade, tanto por crianças como por adultos.

E por adeptos de clubes adversários quando o Vitória lhes ganha?

Também me pedem. Sou acarinhado por todos, em qualquer circunstância.

Tem contabilizados os jogos a que já assistiu como viking vitoriano e o dinheiro que gastou?

Não faço ideia, mas a média é 50 euros por deslocação, à Madeira são 300 e aos Açores 450.

Como são as refeições no meio das viagens que faz pelo país?

Têm acontecido refeições um bocado caricatas, sobretudo nas áreas de serviço, às 03:00 horas de manhã, por exemplo. Também vou a restaurantes em que sou reconhecido. Há nove com a minha foto na parede. Em Lisboa há dois e em Setúbal há mais, claro.

Já ofereceram almoços ao viking?

Não, não quero fazer disto um trabalho. Faço-o por carolice, não me custa nada. O meu recibo de vencimento é o convívio. E chega. Não quero ajudas. O Vitória não tem nada que me ajudar.

Tem alguma história curiosa que possa partilhar?

Tenho tantas. Uma marcante é a de um senhor que parou o carro no meio da rua, em Setúbal, e pedir-me desculpas porque, dois anos antes, tinha falado de maneira depreciativa de mim, dizendo quem era esta figurinha ridícula. Nesse dia parou para me pedir uma fotografia para dar à neta que gosta muito do viking do Vitória.

 

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