João da Ilha: o músico no “abraço à arte”

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30 Setubalenses, 30 Artistas

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Artista encontrou em Setúbal a mesma ligação da terra com o mar, o rio e a serra, que existe na sua terra, os Açores, e que o faz sentir-se “bem-vindo”

 

O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO publica a primeira fotografia do projecto desenvolvido pelo fotógrafo setubalense, Alex Gaspar: “30 Artistas, 30 Setubalenses”. Uma ideia que busca a reflexão sobre o coração da arte: a imagem.

 

 

Fotografia Alex Gaspar

 

 

“Abraçar”. A palavra de João da Ilha para descrever “o abraço à Arte” capturado numa fotografia.

João da Ilha abre nas suas palavras “uma nova experiência que levou as explorar outras facetas que desconhecia”. Depois de passar pela lente da câmara “o primeiro impacto que tive quando vi a fotografia foi olhar um lado feminino, que todos temos, e nem sempre parecer estar visível. É como se estivesse a ‘dar à luz’ a minha música. Um parto musical, do qual nascem os meus projectos de vida, os meus discos. A música”.

“João da Ilha” nasce na Terceira, nos Açores, somente com o seu nome João. O “Ilha” surgiu depois de chegar a Setúbal “para estudar Recursos Humanos no Instituto Politécnico. “Este João que criei, vem da minha origem açoriana. Cheguei a Setúbal há 18 anos, numa época em que procurava formação superior e foi deste modo que assentei na cidade”. Um lugar sobre o qual João recorda, desde o primeiro instante “a ligação da terra com o mar e o rio. A serra”.

Elementos que o levam a sentir muito dos Açores, “presente aqui”. E, em especial, “totalmente acolhido, bem-vindo como um setubalense”.

 

Do Mar…

 

‘Mares de Indecisão’ é o trabalho que João da Ilha está a abraçar agora. Inclui algumas canções com mais de 10 anos. “Em 2011 editei o álbum de canções ‘Amanhecer’ e em 2015, surgiu o álbum de música instrumental, com uma linha diferente”.

Este novo álbum ‘Mares de Indecisão’ é revelado por João da Ilha “como um recuperar dos sons de ‘Amanhecer’, com músicas que estavam na gaveta e que fui recordar”.

Sonoridades com uma nova linha de instrumentação, em que o músico procura correr mais riscos no modo como apresenta as canções, “passando de uma abordagem muito instrumental, para algo que agora une até um pouco de ‘pop’”.

Um álbum em que João coloca “muita da Ilha”, dos sons que vêm do mar e as palavras que vêm das suas gentes, da ilha. A Terceira”.

A música de João é um hino autobiográfico, desde “as ‘Baladas do Atlântico’, a música tradicional açoriana que cresci a ouvir. Até à nostalgia do cantar a saudade e a distância, as intempéries da vida. Um clima de mar que faz parte do ‘João Ilha’. Que é a minha música”.

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