Hospital de Almada perdeu cerca de 40” do seu quadro de anestesistas

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Na passada semana a administração do Hospital Garcia de Orta alertou que a falta de anestesistas está a colocar em causa a lista de cirurgias. Agora os deputados do PS querem que o Ministério da Saúde explique o problema e diga que medidas vai tomar

 

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A administração do Hospital Garcia de Orta (HGO) lançou o alerta sobre a falta de anestesistas nesta unidade, e os deputados socialistas eleitos pelo distrito de Setúbal ouviram e dizem já ter questionado o Ministério da Saúde.

Querem saber exactamente quantos clínicos desta especialidade estão em falta no HGO desde os últimos seis anos, e qual o impacto na lista de cirurgias nos últimos três meses relativamente a alterações ou desmarcações. Questionam ainda sobre como estão a ser garantidas as cirurgias programadas sejam elas prioritárias ou não.

Para além de quererem fazer o ponto de situação sobre a falta de anestesistas, querem saber que medidas estão a ser equacionadas para resolver as dificuldades de recrutamento de certas especialidades médicas que, recorrentemente, se apresentam deficitárias no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo o documento assinado pelos sete eleitos, coordenados pela deputada Eurídice Pereira, que integra Comissão Parlamentar da Saúde, “globalmente o SNS tem hoje ao serviço muitos mais profissionais de saúde do que existiam no início da presente Legislatura”, mas também dizem que o “recrutamento, em particular de determinadas especialidades médicas, se tem revelado de difícil concretização”.

Numa primeira conclusão, consideram que esta pode ser uma das causas do HGO ter perdido nos últimos anos cerca de 40% do seu quadro de anestesistas, no entanto comentam que “as notícias não são absolutamente esclarecedoras quer quanto ao problema em si, quer quanto à sua dimensão”. Mal explicado dizem estar também a “garantia da assistência e os procedimentos concretos que estão a ser adoptados com o objectivo de resolver os problemas em presença”. Por outro lado, como tem sido referido existir “ruptura” de anestesistas os deputados decidiram questionar e, agora aguardam resposta do Ministério da Saúde.

 

Deputados exigem viatura Suporte Imediato de Vida para Alcácer

Os deputados do PS eleitos por Setúbal defendem que seja colocada uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) ao serviço do concelho de Alcácer do Sal, o segundo maior em área territorial a nível nacional. Ou seja, são cerca de 1 500 quilómetros quadrados com uma significativa dispersão de habitantes.

A justificar esta viatura, alegam que a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano conta apenas com uma SIV alocada ao Serviço de Urgência Básica de Odemira, que tem de cobrir uma área de 5 mil metros quadrados, onde residem 100 mil pessoas.

Pelas contas dos deputados do PS eleitos por Setúbal, dos pontos mais longínquos da área de abrangência da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Litoral Alentejano ao Hospital distam cerca de 100 quilómetros. “Se bem que a sul o socorro pré-hospitalar esteja assegurado pela SIV Odemira, a norte ocorre uma lacuna de meios de socorro diferenciado”.

Assim sendo, lembram que “compete ao INEM, IP, entre outras, disponibilizar o meio de emergência pré hospitalar, sendo que ao director de serviço de urgência, entre cabe garantir a operacionalidade permanente do meio”.

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