Autarquia aposta em plano sobre alterações climáticas e defesa ambiental

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Rui Garcia, presidente da autarquia e Carlos Humberto, primeiro-secretário da Comissão Executiva Metropolitana de Lisboa, defendem trabalho conjunto no âmbito da preservação ambiental da Área Metropolitana de Lisboa

 

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O workshop municipal da Moita, realizado no âmbito do Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa – PMAAC – AML, decorreu dia 12 na

Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça tendo como principal foco os vários agentes económicos e sociais do concelho e técnicos de diferentes áreas da autarquia.

Este foi o terceiro de 18 workshops municipais que a AML está a dinamizar em todos os municípios da área metropolitana.

Durante a iniciativa foi apresentado o Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa, a Contextualização e Cenarização Climática na AML, a Cartografia de Riscos da AML e realizaram-se sessões sectoriais para recolha de contributos para as medidas e opções de adaptação ao Plano Metropolitano. A versão final deste plano ficará concluída no início do segundo semestre de 2019.

O presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia definiu os problemas ambientais como “a grande crise do século XXI”. Em destaque, o autarca colocou o modelo socioeconómico da sociedade, “onde tudo tem valor enquanto mercadoria” enquanto, no seu parecer, “o ambiente tem sido e continua a ser minimizado face aos lucros”.

Apesar deste contexto Rui Garcia afirmou com optimismo que, “está ao alcance de todos operar mudanças profundas na sociedade”, sendo fundamental o envolvimento de todos os agentes económicos e sociais, “porque só assim conseguimos ter respostas eficazes para os problemas que temos de enfrentar com as alterações climáticas”.

 

Qualificar ambientalmente a AML

 

Carlos Humberto, primeiro-secretário da Comissão Executiva Metropolitana de Lisboa, destacou a importância do Plano Metropolitano sobre as Alterações Climáticas, encarado como um desafio pela AML, a aplicar nos seus 18 municípios, mas também da humanidade. Contexto em que Carlos Humberto afirmou a necessidade de “qualificar a nossa região, preparamo-nos para os desafios e mitigarmos os problemas do futuro nesta área, um tema que muitas vezes nem temos a noção do quanto é importante”.

 

AML aposta em contra-respostas às alterações climáticas

 

Através do PMAAC- Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa, a Área Metropolitana de Lisboa pretende conhecer e informar, de forma aprofundada, o fenómeno das alterações climáticas a nível local e metropolitano, identificando as principais opções e medidas necessárias para a adaptação das infraestruturas, dos equipamentos e dos métodos e práticas, quer das entidades públicas e privadas, quer das próprias populações, até aos cenários futuros de alterações e fenómenos climáticos extremos.

Um plano co-financiado pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR), cuja elaboração está a cargo de uma equipa transdisciplinar de consultores e decorrerá ao longo de 18 meses, até Julho de 2019, envolvendo diretamente todos os 18 municípios da AML.

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