Sr. Presidente em Setúbal

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Carlos A. Cupeto -Escola de Ciências e Tecnologia
Universidade de Évora

Para que fique claro o que vai ler deixo uma curta declaração de interesse. Votei no Prof. Marcelo mas muito dificilmente vou voltar a fazê-lo.

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Não ponho em causa a fragilidade social de Setúbal e muito menos o meritoso trabalho que inúmeras associações desenvolvem no terreno. Graças a Deus que há muita gente que localmente tenta contrariar esta realidade, se assim não fosse o dia de muitos seria ainda pior. Todavia assiste-me a convicção que a ação do Presidente, “efeito Marcelo”, para pouco ou nada serve.

 

Serve para animar a “festa do dia”. Compare-se com outras realidades análogas onde o Presidente muito se esforçou e esforça: fogo, despovoamento do interior, etc. Obviamente, aos costumes disse nada. No fim, feitas as contas, passados meses ou anos, o “efeito Macelo” limitou-se “à festa do dia” em que por lá passou.

 

É pouco, muito pouco, para a dimensão da “festa”. Às vezes chego-me a interrogar se o Prof. Marcelo se esquece que é Presidente.

 

O Diretor deste nosso jornal, numa Nota do Dia, a propósito da recente visita do Presidente a Setúbal escreveu: “as assimetrias que existem (…) sejam rapidamente corrigidas”, disse o Prof. Marcelo. Deixo duas questões, i. alguém em Setúbal não dá pelas assimetrias? ii. alguém em Setúbal acredita que as ditas vão ser rapidamente corrigidas? Pois é, continuamos alegremente na festa? Não creio que seja boa escolha. Só temos um caminho, aquele que depende de nós. Aquele que seja capaz de criar riqueza e de debelar pobreza e miséria.

 

Este caminho começa por dois passos muito importantes, verdade e “nível de consciência”. No que me toca estou muito farto do discurso político, o conveniente para a ocasião. E, estou cada vez mais convicto que a “pobreza de espírito” é a pior das nossas misérias. Concluo que sem estragar milhões de Euros, que nos sacam em impostos, tanto os nossos professores, como os políticos, deviam ensinar-nos a criar riqueza e a não a aceitar o fatalismo da pobreza.

Pior, pior de tudo é fazerem-nos acreditar que nos veem resolver os nossos problemas, como que por magia. Tenham dó, já chega.

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