“Canções da Nossa Memória” de regresso ao Fórum Municipal Luísa Todi

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Espectáculo que foi sucesso de bilheteira volta a esgotar esta noite a maior sala de espectáculos da cidade

 

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“Este trabalho foi estreado em Maio e verificou-se um agrado geral por parte das pessoas, não só dos utentes da UNISETI como também dos seus familiares e amigos, que encheram o Fórum Municipal Luísa Todi”, começa por dizer Américo Jesus Pereira, professor da UNISETI e impulsionador deste projecto. “Embora o projecto seja construído com a maioria das pessoas a não ter experiência no teatro, algumas delas nunca pisaram um palco antes,  esforçámos-nos para que este seja um projecto com muita dignidade com componentes que sejam do agrado das pessoas. Nomeadamente a inclusão de músicas que foram um êxito há muitos anos ”, adianta, reforçando que “é um espectáculo que contém música, teatro, poesia, uma vez que cada canção é antecedida de um poema alusivo a essa mesma canção, e ainda a actuação da Escola de Dança Estrelas de Algeruz”.

 

O espectáculo tem lugar hoje à noite, pelas 21h30, no Fórum Municipal Luísa Todi, com a equipa multidisciplinar da comunidade educativa da Universidade Sénior de Setúbal a executar a sua segunda exibição. “Pelo êxito que obteve, metemos logo a hipótese de repetir. E é isso que vamos fazer agora, sabendo de antemão que a sala vai estar outra vez lotada, o que é muito gratificante”, revela. “É mais uma forma de estarmos vivos, de pormos as pessoas a trabalhar em grupo, dinamizar as nossas vidas, é essa a nossa intenção”, acrescenta, manifestando a vontade de levar o espectáculo a outros sítios, entre os quais centros de convívio das juntas de freguesia e outras instituições que se mobilizassem e mostrassem interesse para esse efeito.

 

Do repertório musical do espectáculo fazem parte êxitos como “Oh tempo, volta para trás”, “Carvoeiras”, “Ninguém foge ao seu destino”, “A agulha e o dedal”, “O dia da espiga”, fados, uma intervenção cultural tradicional russa, realizada por Irina, aluna da instituição, e a Marcha do Centenário de Setúbal. Para além da música, há ainda lugar para a intervenção de um pescador setubalense, personagem desempenhada pelo próprio Américo Jesus Pereira, que interrompe o espectáculo e durante alguns minutos anima a plateia a falar “à charroque”e a intervir juntamente com uma cantora “para criar diversidade no que diz respeito à actuação e ao trabalho que se está a fazer”.

 

Américo Jesus Pereira, revela que já está em mente um novo projecto, com o nome “Canções do Teatro de Revista à Portuguesa”, que inclui os êxitos da Revista à Portuguesa. Este será um projecto que ainda vai ser construído, em moldes semelhantes a este e que “se tudo correr bem, estará pronto para Abril/Maio do ano que vem”.

 

As memórias vistas a partir de dentro

António Alberto é um dos participantes do espectáculo. “A minha participação está a ser muito boa, muito construtiva. Faço de José da Drogaria e também canto fado”, diz. “É uma grande satisfação ver o sucesso alcançado, uma vez que somos principiantes, e ainda mais na maior sala de espectáculos da cidade. Espero que tenha continuidade e que levemos isto para a frente”, desejando que o projecto continue com o sucesso alcançado até agora.

 

Para Irina, este projecto é um regresso aos tempos de juventude e sobretudo um intercâmbio cultural, entre Portugal e a Rússia. “Gostava de actuar quando era mais nova, participava em peças e este acaba por ser também um regresso a esses tempos”, explica. “Na peça, falo em português, língua que eu adoro, e canto em russo para que os presentes também conheçam e tenham contacto com a minha língua. Sinto-me muito honrada com este convite do professor Américo”, adianta. Aluna da UNISETI há cinco anos, Irina agradece “a oportunidade, que é única e uma forma de a integrar ainda mais na língua portuguesa”.

Mário e Virginia são um casal e ambos são alunos da Universidade Sénior desde 2015 e parte integrante do espectáculo. Mário canta, faz parte do Grupo de Cante Alentejano. Virgínia também é um dos elementos do grupo mas nesta terça-feira estará responsável pela declamação de poesia. “Nunca tinha feito algo deste género mas tinha vontade e está a ser muito interessante, a experiência e o convívio. Somos um grupo com gostos em comum e com muita vontade de nos empenhar para fazer o melhor”, refere, considerando que este segundo espectáculo é “uma enorme responsabilidade e tem toda uma adrenalina inerente”.

Inês Antunes Malta

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