“Praça do Sapal” debate Economia e Capitalismo

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Na manhã de sexta-feira, o Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal recebeu a conferência “As Metáforas do Mercado – A Economia do Tardo-capitalismo”

 

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Foi Arlindo Mota, presidente da Universidade Sénior de Setúbal, a proferir o discurso inaugural da conferência que teve lugar na sexta-feira de manhã no Salão Nobre da Câmara Municipal.

“No âmbito das comemorações do nosso aniversário, teremos ainda na terça-feira o espectáculo Canções da Nossa Memória e no dia 23 o lançamento da Colectânea de Poesia e Conto da UNISETI nesta mesma sala”, referiu. “As Metáforas do Mercado – A Economia do Tardo-Capitalismo” foi assim o mote para a conversa entre Ricardo Paes Mamede, Sérgio Ribeiro e a plateia, sob moderação do ex-deputado Miguel Tiago.

Presente na segunda conferência do ciclo de debates “Praça do Sapal”, esteve também o vereador da Educação da autarquia, Ricardo Oliveira, que destacou o facto de estes encontros “enriquecerem o dia-a-dia e promoverem o convívio” entre os seus participantes. O vereador falou ainda sobre a ligação pessoal que mantém com cada um dos oradores e sobre a proximidade que tem ao tema, dando os parabéns à UNISETI pelo trabalho que tem vindo a desenvolver.

Da mesa fizeram parte Sérgio Ribeiro, doutor em Economia e ex-eurodeputado, e Ricardo Paes Mamede, professor no ISCTE-IUL, que falaram sobre os problemas do capitalismo. “Há cerca de vinte anos, em Portugal estávamos nas vésperas de uma decisão absolutamente crucial, estruturante, para a nossa economia, a de entrar para a moeda única. Estava na altura no Parlamento e era uma voz muito activa e interventiva. Escrevi na altura o livro ‘Não à moeda única’ que ainda hoje aconselho a todos a leitura e assim se percebe que havia quem na altura estivesse consciente dos riscos nessa decisão”, começou por dizer Ricardo Paes Mamede, aproveitando a ocasião para fazer uma “justa homenagem” a Sérgio Ribeiro, que teve um papel muito importante na sua formação economista.

“Uma das grandes deficiências que a ciência económica hoje tem é a sua pouca propensão para olhar para a história e percebê-la. Vivemos hoje um período de grande instabilidade e preocupação, e também de grande-riscos para valores que considerávamos estabelecidos. É importante olharmos para a história para termos consciência da seriedade do momento em que estamos e para irmos desenvolvendo os debates e acções necessários para fazer frente a estes riscos”, prosseguiu, alertando para o surgimento de “monstros” neste sentido, no sentido do capitalismo tardio, que ao mesmo tempo “nos dá pistas para o futuro”.

 

Recorde-se que “A Praça do Sapal” – debates e reflexões para as gerações futuras começou em Outubro, com o tema “O Sentido da Existência” e, depois deste encontro dedicado à economia, segue no próximo ano com o tema ‘Comunicação e Pós-Verdade’, em Fevereiro, dia 8, com Adelino Gomes, Rita Figueira e Rogério Reis, e depois em Abril, a dia 5, ‘O Mundo é Feito de Mudança’, com Viriato Soromenho Marques, Rui Namorado Rosa e José Barata-Moura.

 

Inês Antunes Malta

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