De novo Tancos em letras maiúsculas

24
visualizações
Mário Moura - Médico

Na realidade há quase dois anos que se fala do roubo de material de guerra da base de Tancos e continuamos, nós o público, sem saber quem foi o larápio. Interessa saber quem foi para se ter uma avaliação do destino do roubo. Nesta Europa em que nunca se sabe quando pode surgir um ataque terrorista matando inocentes, é por demais evidente que o conhecimento do larápio nos dirá algo sobre o destino das amas. E o interessante é eu no meio de tanta entrevista e de tanta notícia ficamos com a impressão de que alguém sabe já quem foi que roubou. E mais esquisito ainda parece que há o propósito de encobrir quem foi.

- Pub -

Depois antevê-se nos noticiários que existe uma competição entre a policia judiciária militar e a policia judiciária civil que se andam entretidos a brincar aos policias e ladrões. Situação cada vez mais confusa.

Desde o principio do incidente que tudo é misterioso. Como foi possível tirar tantas coisas sem que ninguém desse por isso? Não havia guardas ao paiol? Tudo aquilo não podia ter saído à mão, mas certamente num camião, invisível. Se havia guarda parece ser simples saber quem foi e responsabilizar os soldados que deveriam andar no terreno, os seus superiores também não são isentos de culpa e as chefias militares daquela fração do exercito, fosse general ou não, já devia ser igualmente castigado.

Depois vem a verdadeira “paródia” do sr. ministro que disse durante bastante tempo que não sabia de nada até que era impossível continuar nessa ignorância pois havia documentos entregues no seu gabinete tendo as mãos por quem passou confirmado a sua entrega – e então, oh! Cúmulo dos cúmulos, o sr. ministro leu o papel e não percebeu o que significava o que abona pouco a seu favor. Depois de fugir à sua responsabilidade preferiu passar por “bronco”.

E os oficiais graduados, generais, tenente generais, ou que for, fieis à sua disciplina militar não quiseram colocar mal os seus superiores. Podemos apanhar aqui um ato positivo – a obediência disciplinar.

E não quero passar para a parte política para não complicar mais as coisas, embora não devamos esquecer que o Presidente da República é o chefe supremo das nossas forças armadas. Chegados aqui, quase dois anos passados estamos à espera que a “bomba” rebente em breve para compreendermos quem sabia, quem não sabia, quem roubou, quem colaborou, quem encobriu, e ao tornarem-se públicas estas peças deste complicado “puzlle” sentirmos que se faz justiça e que devolve ao exército toda a credibilidade que ele merece.

E a mim parece-me que a justiça deverá então marcar a sua posição e faça com que não torne a haver uma brincadeira de “policias e ladrões” – e os nosso militares merecem que os consideremos um garante da nossa democracia e do nosso território.

Comentários

- Pub -