Montijense vence Concurso Nacional de Banda Desenhada

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Iniciou-se na banda desenhada na sequência de um curso promovido pelo município. Foi incentivada a concorrer ao prestigiado certame da Amadora e amanhã vai receber o prémio pelo triunfo alcançado no Escalão A+

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POR MÁRIO RUI SOBRAL

 

Natural do Fundão, mas residente no Montijo desde 2012, Patrícia Costa, 34 anos, foi a vencedora do prémio único do Escalão A+ do Concurso Nacional de Banda Desenhada (BD), promovido pelo Festival Internacional de BD da Amadora, que já vai na 29.ª edição. Licenciada em Arquitectura pelo ISCTE, Patrícia levou a melhor sobre cerca de meia centena de concorrentes com o trabalho “Uma Viagem” e amanhã irá receber o prémio em cerimónia a ter lugar a partir das 18h00, no anfiteatro dos Recreios da Amadora.

“Quando recebi a notícia sobre o prémio, não quis acreditar. Ter as quatro pranchas expostas era o meu objectivo quando decidi participar no concurso, mas ganhar o prémio no meu escalão foi um bónus especial que fechou com chave de ouro a primeira etapa de uma (espero) longa viagem”, disse Patrícia Costa a O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO, adiantando: “No entanto, tudo isto não teria acontecido se não tivesse conhecido imensas pessoas inspiradoras que encontrei no Curso de Iniciação à Arte Sequencial.”

Patrícia referia-se ao curso promovido pela Câmara Municipal do Montijo e coordenado por Susana Resende, com apoio de Daniel Maia, que lhe abriu as portas ao mundo da arte da banda desenhada. “Desde a Susana Resende e do Daniel Maia como professores, até aos meus colegas, todos estão de parabéns. Além disso, os meus colegas do curso que participaram no concurso também devem ser considerados vencedores, pois todos conseguiram as suas obras expostas no festival: a Shania Santos, o Mário André e o António Coelho”, vincou.

Apesar de autodidacta e amadora em narrativa visual, abraçou o curso e destacou-se, estreando-se assim na BD portuguesa. Patrícia e os colegas de curso foram incitados, em Setembro último, por Susana Resende e Daniel Maia a concorrerem aos prémios nacionais de BD – os mais antigos e prestigiados do País – atribuídos no festival da Amadora. Patrícia, Shania, Mário e António foram os únicos que conseguiram concretizar o objectivo de participar no certame e todos eles acabaram seleccionados como finalistas, vendo os seus trabalhos expostos no festival. À excepção de Shania, que concorreu no Escalão A (entre os 17 e os 30 anos), o grupo participou inserido na categoria A+.

O Curso de Iniciação à Arte Sequencial decorreu de Maio a Julho, dirigido a formandos a partir dos 15 anos.

 

Daniel Maia também triunfa

 

De parabéns estão igualmente Daniel Maia e Susana Resende (ambos do Montijo), juntamente com José Matos-Cruz e Daniel Henriques (do Pinhal Novo). É que a edição (com tiragem de apenas 250 cópias) de “O Infante Portugal em Universos Reunidos”, desenhada por Daniel Maia com base nas personagens e universo criativo do escritor José Matos-Cruz e com Susana Resende (desenhadora) e Daniel Henriques (arte-finalista) como artistas convidados, saiu vencedora, no passado domingo, da 16.ª edição dos Troféus Central Comics como Melhor Obra Curta.

A conquista naquele que é considerado o segundo mais importante prémio de BD atribuído em Portugal resultou da escolha do público, até porque, neste certame, são os fãs e leitores que determinam os vencedores, através de votação online.

O “Infante Portugal em Universos Reunidos” – cuja tiragem ficou esgotada em sete meses, apesar de não ter chegado a ser distribuído em livrarias – foi eleito com 32% das preferências de um total de 805 votações. A obra mereceu também destaque na categoria de Melhor Publicação Independente, com 28% de votos, ficando a apenas 1% de atingir o 1.º lugar neste particular.

Este foi o terceiro prémio alcançado por Daniel Maia nos Troféus Central Comics, depois de ter ganho na categoria Melhor Desenho Nacional em 2006 e Melhor Publicação Independente em 2010 (enquanto editor).

“Sendo um prémio conferido pelos fãs, tem uma relevância especial e vem legitimar a produção desta história pequena, que visou introduzir o público no universo ficcional do super-herói Infante Portugal, originalmente editado em 2007 por José de Matos-Cruz e cujo 10.º aniversário visámos celebrar com esta publicação”, comentou Daniel Maia, distribuindo, a concluir, os louros pelos companheiros. “Embora tenha assumido o desenho do projecto, fui apoiado pelos conterrâneos Susana Resende e Daniel Henriques, respectivamente desenhadora e arte-finalista convidados, a quem estou grato pela colaboração e com quem, junto com José de Matos-Cruz, partilho o prémio”, rematou.

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