Investimento faz crescer Orçamento Municipal para 35,7 milhões

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Oposição votou contra. Orçamento é 3,38 milhões superior ao de 2018. Obras na Avenida Manuel da Fonseca e zona do Mercado Municipal, e no Bairro do Pinhal e zona industrial de Santo André ultrapassam os 4 M€

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O Orçamento Municipal de Santiago do Cacém para o próximo ano, no valor de 35,7 milhões de euros, cresce 3,38 milhões em relação ao de 2018, face ao peso do investimento previsto em obras. Os documentos previsionais foram aprovados pela maioria CDU, apesar dos votos contra da oposição (dois do PS e um do PSD/CDS-PP).

“Este crescimento deve-se a um aumento da despesa de capital, com as grandes obras que temos previstas e algumas delas já em curso, com financiamento comunitário, que têm um peso significativo em termos de investimento”, disse Álvaro Beijinha, presidente da Câmara de Santiago do Cacém, em declarações à agência Lusa.

Considerado pelo autarca “o maior orçamento dos últimos anos”, em resultado de “uma gestão rigorosa” do município, o documento resulta de uma “estratégia planeada” de aproveitamento dos fundos comunitários.

“A Câmara criou um plano estratégico de desenvolvimento urbano, apresentou a estratégia a financiamento comunitário, que foi aceite, e agora queremos aproveitar ao máximo esta oportunidade, porque não sabemos o que nos espera no futuro”, adiantou o autarca da CDU, reiterando a necessidade de apostar na requalificação.

Entre os investimentos para 2019 da maioria comunista estão as requalificações da Avenida Manuel da Fonseca e zona envolvente ao Mercado Municipal, em Santiago do Cacém, num investimento de dois milhões de euros, do Bairro do Pinhal e Zona Industrial de Santo André (2,4 milhões) e dos centros históricos de Alvalade e Cercal do Alentejo.

“Todas estas obras têm um peso significativo, mas temos mais investimentos na cultura, desporto e educação com a construção de campos de jogos, colocação de quadros interactivos nas escolas do 1.º ciclo e ar condicionado nas salas do pré-escolar e 1.º ciclo”, acrescentou.

PS diz que futuro não foi tido em conta e PSD/CDS fala em dependência de Sines

Por parte da oposição, o vereador do PS Óscar Ramos considerou que o orçamento do próximo ano “não tem em conta o futuro” do concelho de Santiago do Cacém, lamentando que o documento não tenha sido construído com algumas das propostas apresentadas pelos socialistas que “acautelavam e precaviam eventuais constrangimentos”.

Defendendo a requalificação da Escola Secundária Padre António Macedo, em Santo André, a construção de uma circular em Santiago do Cacém e mais investimento no centro histórico da sede de concelho, o autarca socialista considerou que as verbas comunitárias deviam ser aproveitadas em prol do “bem-estar e segurança das populações”.

Já o vereador da coligação PSD/CDS-PP, Luís Santos, criticou o orçamento por “não trazer nada de novo” e que se “baseia apenas em requalificações”, prevendo “a continuidade das políticas que têm vindo a ser implementadas ao longo dos anos”.

“Estamos muito dependentes da plataforma industrial e logística de Sines e precisamos de captar investimento privado”, alertou Luís Santos, preconizando a introdução do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) familiar e a redução da participação do IRS como “indicadores” que podem favorecer a instalação de “iniciativa privada” no concelho.

A pavimentação de cerca de 13 quilómetros de caminhos rurais em seis das oito freguesias do concelho, num investimento superior a 400 mil euros, e a modernização administrativa são outros dos projectos inscritos no Orçamento Municipal do próximo ano.

SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO com Lusa

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