Filha e genro drogaram, agrediram e queimaram corpo da professora no Montijo

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Foi drogada, agredida violentamente na cabeça e transportada na bagageira de um carro para a zona de Pegões. Depois pegaram fogo ao corpo, que foi encontrado completamente carbonizado na noite da última quarta-feira. A informação foi hoje revelada, em comunicado, pela Polícia Judiciária (PJ) que anunciou a detenção da filha, Diana Fialho, e do genro, Iuri Mata, por suspeitas fortes da autoria do assassinato da professora Amélia Fialho, que estava desaparecida desde o passado sábado no Montijo.

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“Diligências realizadas por esta polícia, desde a passada quarta-feira, permitiram indiciar que, na realidade, os ora detidos, filha e genro da pessoa desaparecida, que com ela coabitavam, na sequência de inúmeras desavenças, delinearam um plano, executado conjuntamente, para lhe tirar a vida”, avançou a PJ na sua página oficial na Internet.

De acordo com o comunicado, “no passado dia 1, pela hora do jantar, usando fármacos”, Diana Fialho e Iuri Mata “colocaram-na na impossibilidade de resistir, agrediram-na violentamente no crânio com um objecto contundente, colocaram-na na bagageira de uma viatura e transportaram-na para a zona de Pegões, onde, com recurso a um acelerante, lhe pegaram fogo”. O corpo adiantou a PJ foi “localizado, completamente carbonizado”, na noite da passada quarta-feira.

A polícia comunicou que efectuou a detenção do casal, Diana Fialho, de 23 anos, e o seu marido, Iuri Mata, de 27, por “sobre eles recaírem fortes indícios da prática dos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver”.

A investigação, acrescenta a PJ, teve início “numa participação do suposto desaparecimento” de Amélia Fialho, de 59 anos, no passado dia 1, elaborada pela PSP do Montijo, na sequência de uma comunicação da filha. Os detidos vão agora ser presentes às autoridades judiciárias, para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

A relação entre a vítima Amélia Fialho e a filha, adoptada, seria turbulenta, até porque as autoridades suspeitam também da possibilidade de se estar na presença de um caso de violência doméstica. De resto, as autoridades terão mesmo registo da existência de uma queixa de agressões da filha à mãe efectuada em 2014.

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