Distrital do PSD faz rentrée no Montijo com saúde e mobilidade no topo da agenda

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Problemas nas urgências em Setúbal e no Barreiro, com fechos em simultâneo, e supressão de carreiras nos transportes públicos foram alguns dos temas focados pelo líder da distrital laranja. Aeroporto, terminal de contentores e hospital do Seixal alvo de críticas

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As urgências hospitalares e os transportes são os principais problemas identificados pelo PSD no distrito, no que toca às áreas da saúde e da mobilidade que vão estar no topo da agenda social-democrata para a região. Na rentrée política da distrital do partido laranja, realizada no último sábado no Montijo, Bruno Vitorino apelou à união do partido, lembrando as eleições que aí vêm, e disparou forte contra a governação de António Costa, perante cerca de uma centena de apoiantes.

“A situação está cada vez mais caótica. Na saúde, o problema maior são as urgências. Desde o início do ano, já tivemos dois encerramentos de serviços de urgências em simultâneo, nos hospitais de Setúbal (S. Bernardo) e Barreiro. As vezes que isto tem acontecido com esta troika PS, PCP e BE tem sido inacreditável. Ter urgências fechadas no nosso distrito é inaceitável”, criticou o presidente da distrital do PSD, considerando que o Serviço Nacional de Saúde está como nunca esteve, mas para pior.

“A dívida continua a subir, mas a qualidade do serviço a piorar, seja nos centros de saúde ou nos hospitais”, disse, salientando também a necessidade de contratação de recursos humanos ao olhar para a questão em torno dos enfermeiros e dos médicos de família. “São problemas que não se resolvem com a construção de novos hospitais, como no Seixal que, para o ano, deve ter o lançamento da primeira pedra pela quinta vez, mas que nunca avança”, observou, adiantando que “os problemas no distrito de Setúbal continuam a agravar-se” e que “o tempo vai passando mas não se vê nada”.

Maus transportes e investimentos parados

Para Bruno Vitorino, os problemas “têm-se agravado a todos os níveis” nas áreas da saúde e… da mobilidade. O líder da distrital social-democrata destacou então o caos vivido nos últimos tempos com os transportes fluviais. “É mau no Barreiro e no Montijo e agora tivemos ainda o problema do transporte ferroviário que conhecemos”, apontou, referindo-se aos serviços prestados pela Soflusa/Transtejo e CP. “Nunca tivemos tantos problemas de supressão de carreiras como nestes tempos de gestão daqueles que se dizem os maiores defensores do sistema de saúde e dos transportes públicos”, resumiu.

Bruno Vitorino aproveitou ainda a embalagem para sublinhar que em matéria de investimento “tudo tem estado parado”, afirmando que “os indicadores económicos nunca estiveram tão baixos” como agora e dando os exemplos de dois equipamentos que, considerou, não conheceram evolução na região.

“O aeroporto para o Montijo está quase na mesma como o deixámos, tal como o terminal de contentores para o Barreiro, que se continua a adiar. Por detrás de muito folclore e fogo-de-artifício, a realidade é outra bem diferente da do discurso cor de rosa de António Costa”, concluiu.

Durante a iniciativa, que coincidiu com o dia da festa social-democrata no Pontal (o que terá levado à ausência de figuras de peso nacional no Montijo), discursaram ainda Vasco Fernandes, vice-presidente da secção montijense, José do Rosário, secretário distrital dos Trabalhadores Social-democratas, e João Pedro Louro, presidente da distrital da JSD. Presentes estiveram a deputada e antiga ministra Maria Luís Albuquerque, João Afonso, vereador na Câmara do Montijo, Paulo Gomes da Silva, presidente da secção de Alcochete, a deputada Maria das Mercês Borges e Paulo Ribeiro, vice-presidente da distrital.

Cancelas na Arrábida “é solução à soviética”

Ao debruçar-se sobre a temática da mobilidade, o presidente da distrital do PSD lembrou “a solução que o PCP encontrou” para tentar resolver o problema de acesso automóvel às praias e foi cáustico na apreciação. “Não pode haver uma estrada nacional com uma cancela. Isto não é Cuba. Continuam a existir problemas na zona. Tiraram o problema de um sítio para colocá-lo noutro. Foi uma solução à soviética”, atirou Bruno Vitorino, acrescentando: “Temos de poder usufruir daquilo que é nosso, das praias.”

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