Câmara procura espaço para instalar Loja do Cidadão

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Nuno Canta admitiu que localização no Pátio d’ Água deixou de ser hipótese. O presidente da autarquia garantiu que o serviço será uma realidade no Montijo assim que a autarquia encontre um novo espaço

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A localização inicialmente pensada pela Câmara Municipal do Montijo para instalação de uma Loja do Cidadão, no Pátio d’ Água, deixou de estar disponível para albergar o serviço e a autarquia procura agora um novo espaço para poder concretizar uma promessa eleitoral que já não é nova.

O assunto foi levantado pelo vereador eleito pela coligação PSD/CDS-PP, João Afonso, na reunião pública do executivo realizada na passada quarta-feira nos Paços do Concelho, e a resposta do presidente da autarquia, Nuno Canta, deixou implícito que o processo arrefeceu e terá de tomar outro rumo, subentenda-se outra solução quanto à localização.

“O Montijo esteve disponível desde a primeira hora para acolher a Loja do Cidadão. O que falta é a existência de um espaço que seja adequado, onde se possa desenvolver”, disse o socialista, puxando depois o filme atrás: “Já tivemos, num espaço do Pátio d’ Água, mas na altura o Governo, penso que do PSD, não tinha condições para fazer.”

Actualmente, prosseguiu Nuno Canta, as lojas existentes no espaço inicialmente previsto para receber o serviço estão a ser “utilizadas pela Escola Profissional do Montijo”. Outras quatro lojas, onde foram ministradas aulas da Escola Básica Ary dos Santos, “estão destinadas para a unidade de saúde pública, que está dependente do investimento da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT)”. “Assim que encontrarmos o espaço, será resolvido”, garantiu o presidente da autarquia, com João Afonso a sublinhar que esta é uma “promessa socialista que ainda não foi cumprida”.

‘O senhor é mentiroso’

Antes já a troca de argumentos entre Nuno Canta e João Afonso havia endurecido. O social-democrata focou “a falta de limpeza na Rua dos Navegadores” e apresentou uma recomendação – que acabou chumbada com quatro votos contra da maioria PS e três votos favoráveis das bancadas da CDU (dois) e PSD/CDS-PP (um) – para “remoção imediata de uma lixeira camarária junto do pré-escolar do Alto-Estanqueiro/Jardia”. Nuno Canta acusou João Afonso de falta de rigor e de mistificar as questões. “O pior na política é falarmos de coisas que não estão de acordo com os factos. O senhor não tem lealdade naquilo que diz e é mentiroso”, disparou o presidente.

“Pode continuar a chamar-me mentiroso, mas sugeria que fosse mais imaginativo. Não vou recorrer aos tribunais, não tenho tempo para isso”, retorquiu João Afonso. Os ânimos refrearam quando se entrou na discussão da ordem de trabalhos.

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