Ministro inaugura obra de reabilitação da EN4 em Pegões

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O investimento cifrou-se em 3,6 milhões de euros, cerca de menos um milhão do que o previsto. Obra abrangeu 25,5 quilómetros e foi concluída no período estipulado de 332 dias. Última intervenção estrutural no pavimento tinha acontecido há 30 anos

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O ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, inaugurou nesta segunda-feira, 16, a obra de reabilitação da Estrada Nacional (EN) 4, entre a EN118, no Montijo, e a intersecção com a EN10, em Pegões, que ascendeu a um investimento de 3,6 milhões de euros.

“Esta é uma obra muito importante que permite concretizar um dos compromissos fundamentais que assumimos com o distrito de Setúbal e com os concelhos atravessados pela EN4. Foram mais de 20 quilómetros de obra feita com menos de quatro milhões de euros”, disse o ministro, na cerimónia que assinalou a conclusão da empreitada e que decorreu nas instalações da União de Freguesias de Pegões.

A intervenção, segundo a Infra-estruturas de Portugal (IP), tinha um investimento inicial previsto de 4,5 milhões de euros. Ou seja, não conheceu qualquer derrapagem. Muito pelo contrário, conforme vincou António Laranjo, presidente da IP. “Uma obra que se concluiu abaixo de custo, pois tem um ligeiro valor abaixo daquilo que foi o valor contratual.”

Além disso, a intervenção destaca-se ainda por dois outros factores. Por ser vista como “prioritária, dadas as condições do pavimento”, e por permitir uma “reabilitação estrutural como não se fazia há décadas”, defendeu o ministro do Planeamento e das Infra-estruturas. “O pavimento apresentava condições medíocres e era, por isso, uma das prioridades”, salientou Pedro Marques, lembrando que na EN4 move-se “uma grande intensidade de tráfego pesado”, o que estava limitado com as “condições muito débeis de circulação”. O estado do piso estava, desta forma, “a afectar toda a economia da região”, frisou.

Segundo o presidente da IP, a obra foi concluída no período estipulado de 332 dias. “O pavimento estava classificado com o índice de qualidade de 2.4, com a categorização de ‘medíocre’”, anuiu António Laranjo. Agora reabilitado, passou a classificar-se como 4.2 e com estado ‘bom’.

O responsável adiantou que foi feita uma beneficiação do pavimento, a requalificação do sistema de drenagem, a renovação da sinalização vertical, a marcação horizontal e outros trabalhos complementares.

“Tudo tendo em vista a reposição das características estruturais do pavimento”, explicou o presidente da IP, acrescentando que “a última intervenção em termos estruturais, no pavimento, foi feita há cerca de 30 anos, em 1986”.

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Autarcas destacam benefícios

Os efeitos com a reabilitação do troço já são notórios. Após a reabilitação, “é notório o tráfego, que praticamente duplicou”, avançou o presidente da Junta de Freguesia de Pegões, António Miguéns. O autarca frisou ainda que a EN4 é “a porta de entrada para a capital, para quem vem ou vai para Espanha, para o Alentejo e até para o novo aeroporto de Lisboa a construir no Montijo”.

Já o presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, realçou que este foi um contributo para a promoção de um “desenvolvimento sustentável no interior do concelho”.

Para o presidente da Câmara a empreitada realizada na EN4 “é o resultado da vontade firme do Governo de Portugal, das autarquias, mas sobretudo das populações”, sendo que a obra assegura “condições para o desenvolvimento sustentável e inclusivo do interior do Montijo, dando um contributo para a modernização do concelho”.

A obra de requalificação da EN4 entre o Montijo e Pegões começou a 14 de Agosto de 2017. Segundo a Infra-estruturas de Portugal, trata-se de uma intervenção ao longo de 25,5 quilómetros, com o objectivo de melhorar as acessibilidades e segurança rodoviária das populações dos concelhos do Montijo, Alcochete e Palmela, no distrito de Setúbal.

DIÁRIO DA REGIÃO com Lusa

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