PSD quer zona ribeirinha de Setúbal na mão do município

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Concelhia laranja diz que deputados do partido vão apresentar no Parlamento uma recomendação ao Governo

O PSD de Setúbal defende que o domínio da zona ribeirinha da cidade, actualmente sob jurisdição da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, passe para o Município de Setúbal e anunciou a intenção dos deputados do partido eleitos pelo distrito apresentarem, na Assembleia da república, um projecto de recomendação ao Governo.
Segundo a concelhia sadina do PSD, a transferência da “fatia de território que não tem utilização portuária” para o domínio municipal “é especialmente importante” para a um “melhor aproveitamento” desta zona ribeirinha.
O presidente local do partido, Nuno Carvalho defende a oportunidade e o sentido desta proposta com a recente entrega da gestão das praias da Arrábida à autarquia e enquadra-a num plano mais vasto, ‘Dêem-nos margem’, que passa por “ três eixos estruturantes para a cidade”, designadamente a acessibilidades, desenvolvimento económico e qualidade de vida.
Concretamente, o PSD sugere o investimento nas acessibilidades à serra através do rio, com reabilitação das rampas de acesso ao Sado, aposta nos cais de recreio e no transporte marítimo; mais imobiliário, hotelaria e restauração na zona ribeirinha e a respectiva qualificação urbana.
Segundo Nuno Carvalho, esta política de aproveitamento do “potencial” da beira-rio em Setúbal é condicionada por prazos, pelo que a “janela de tempo” para aproveitamento dos fundos comunitários, do crescimento da procura turística e da alta do valor do imobiliária e da habitação, deve ser tida em conta.
Na conferência de imprensa em que foram apresentadas estas ideias, no jardim da beira-mar, na quinta-feira, esteve presente o deputado Pedro do Ó Ramos. O parlamentar, que chegou a ser secretário de Estado no último Governo de Passos Coelho, considerou que a transferência do domínio da zona ribeirinha é uma “pretensão válida” que “faz sentido” e não conflitua com o plano de alargamento do Porto de Setúbal, que está em curso.
A opinião de que a transferência de domínio e a concretização do plano portuário “estão lado a lado” e “não são conflituantes” foi defendida também por Nuno Carvalho.
O líder do PSD/Setúbal diz que a recomendação, a apresentar na próxima sessão legislativa, pode eventualmente ser alargada a outras zonas ribeirinhas do país sob administração portuária.

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