Transformações Sociais e Urbanísticas no Seixal: uma viagem pelo século XX até à atualidade

Acompanhe o Diário da Região e venha descobrir espaços que outrora tiveram uma função e que hoje se encontram de alguma forma adaptados para responder às necessidades atuais, nesta viagem, ao longo de três semanas, através dos principais fatores que impulsionaram as respetivas mudanças.

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Todos nós já ouvimos a expressão “estar nas suas sete quintas”. Diz a lenda que vários reis portugueses tinham sete quintas no território que hoje corresponde ao concelho do Seixal, onde passavam fins-de-semana felizes. Até meados do século XX, este concelho era, ainda, um aglomerado principalmente rural com menos de 38 090 habitantes, valor registado em 1970, cujas atividades principais se inseriam nos setores primário e secundário, com a chegada de empresas de diversas áreas a partir do final do século XIX.

Hoje, em 2018, passados 50 anos, o Seixal tem um caráter essencialmente urbano e as atividades principais inserem-se no setor terciário, seguindo uma tendência comum ao resto do país. A população mais do que quadruplicou e os censos de 2011 apontavam para um total de 160 039 habitantes. Do concelho rural e industrializado restam pouco mais do que memórias e espaços físicos que ilustram as transformações sociais que aconteceram a partir dos anos 70, precipitadas pela Revolução do 25 de Abril.

Um hotel de luxo, uma fábrica e um estaleiro naval…

… que atualmente são um local abandonado, um museu com restaurante e um museu rodeado de espaços de lazer. Clique nas fotografias para conhecer três locais do concelho do Seixal, cuja história se confunde e interlaça com a história do próprio concelho e suas transformações: o complexo hoteleiro Muxito (freguesia da Amora); a fábrica Mundet (união das freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires); e o estaleiro naval (união das freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires).

ABANDONO. O aspeto do antigo complexo hoteleiro Muxito, em 2018.

uma estância de luxo, inaugurada em 1957 e encerrada em 1973. Desde essa data, várias foram as utilizações conferidas a este conjunto de edifícios, situado em Vale de Gatos, perto da Cruz de Pau. Vamos perceber o que levou ao seu encerramento e como foi aproveitado, de forma mais ou menos formal, a partir da data em que fechou portas como hotel de luxo.

MUNDET. A cortiça continua presente no bar/restaurante Mundet.

Saiba o que aconteceu a uma das mais importantes fábricas de cortiça do país. A Mundet empregou centenas de pessoas entre 1905 e 1988, ano em que encerrou definitivamente. Hoje, o espaço tem novas funções e utilizadores.

ECOMUSEU. Hoje a construção naval é, aqui, apenas uma maquete.

Um local outrora associado à pesca e à atividade naval, com embarcações e infraestruturas pensadas para o efeito, mas que, atualmente, está a ser recuperado como um espaço destinado a turismo e lazer.

DOSSIÊ POR RAQUEL LOURENÇO 

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