Autarquia alerta entidades sobre grandes quantidades de peixe morto nas praias de Alcochete e Samouco

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Fernando Pinto, presidente da autarquia, avança que alegada descarga a norte do rio Tejo pode ter estado na origem do episódio que acontece pela segunda vez este ano.

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Uma “quantidade significativa” de peixes mortos apareceu durante esta semana na praia dos Moinhos, em Alcochete, e na praia do Samouco, o que acontece pela segunda vez este ano.

“Apareceram peixes mortos em quantidade muito significativa na praia dos Moinhos, em Alcochete, e em menor quantidade na praia do Samouco”, confirmou à Lusa o presidente da Câmara, Fernando Pinto. O autarca adianta que “no início do ano aconteceu a mesma coisa”, apesar de ter sido em quantidades menores.

Além dos peixes mortos, Fernando Pinto destacou o surgimento de “espumas muito pouco habituais” nas praias do concelho. Apesar de ainda não estarem apuradas as causas, o presidente da autarquia afirmou que, “de acordo com testemunhos não oficiais”, na base do problema pode estar uma alegada “descarga a norte do rio Tejo”.

Para apurar as causas desta mortandade dos peixes, a autarquia alertou o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Agência Portuguesa do Ambiente.

Fernando Pinto sublinhou que estuário do Tejo está em fase de recuperação, pelo que este tipo de tipo de acontecimentos “são sempre motivo de preocupação”.

A poluição do Tejo tem sido este ano alvo de várias denúncias por parte de associações ambientalistas, que criticam as descargas de diferentes unidades industriais.

Governo tem plano em marcha

O Governo aprovou este mês, em Conselho de Ministros, o Plano de Acção Tejo Limpo, para aprofundar o conhecimento da situação real da bacia hidrográfica do rio de forma a evitar episódios de poluição no futuro.

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, explicou que a iniciativa, que representa um investimento de 2,5 milhões de euros, é a terceira fase de um plano que tem vindo a ser levado a cabo desde o início do ano, depois do “fenómeno agudo de poluição” registado em 24 de Janeiro no rio Tejo e de “muitos outros que o antecederam”.

De acordo com o ministro, depois da primeira fase, que foi de “estancar e resolver os problemas de poluição e passar novas licenças às entidades potencialmente poluentes para garantir uma maior qualidade no tratamento dos efluentes”, inicia-se agora a terceira fase.

A segunda fase, indicou, é aquela que “ainda está em curso, com a remoção das lamas no Tejo em frente a Vila Velha de Ródão”.

DIÁRIO DA região com Lusa

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