Documentário ‘A causa e a sombra’ é apresentado este domingo na Casa da Cultura

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Documentário sobre Alípio de Freitas, o activista português que Zeca Afonso homenageou e que considerava “um homem de grande firmeza”

O documentário “A causa e a sombra”, de Tiago Afonso, sobre Alípio de Freitas, português que foi um activista dos Sem Terra no Brasil e a quem José Afonso dedicou uma canção, é exibido no domingo, em Setúbal.
A iniciativa, uma homenagem à personalidade que José Afonso homenageou no álbum “Com as minhas tamanquinhas” (1976), conta com a presença do realizador e da companheira de Alípio de Freitas, numa tertúlia sobre o “homem de grande firmeza”, como destaca a Casa da Cultura de Setúbal, que exibe o documentário a partir das 16:00.
Nascido em Bragança, em Fevereiro de 1929, Alípio de Freitas foi padre e partiu como missionário para S. Luís do Maranhão, no Brasil, em 1957.
Apoiante dos camponeses e defensor da alfabetização, foi jornalista e professor, abandonando a igreja em 1964, ano em que um golpe militar instaurou a ditadura no Brasil.
Alípio de Freitas exilou-se no México, recebeu treino militar em Cuba e regressou clandestino ao Brasil em 1966, onde viria a ser um dos dirigentes do Partido Revolucionário dos Trabalhadores.
Em 1970 foi preso e sujeito a tortura, tendo sido libertado apenas em 1979.
Regressou a Portugal na década de 1980, depois de ter desenvolvido um projeto com camponeses em Moçambique.
Com Mário Zambujal, Carlos Pinto Coelho e José Nuno Martins, Alípio de Freitas produziu o programa Fim de Semana, na RTP.
Em 1999, juntou-se aos fundadores do Bloco de Esquerda.
Alípio Cristiano de Freitas morreu em Lisboa, em 13 de Junho de 2017, aos 88 anos.
José Afonso considerou-o “um homem de grande firmeza”.
“A causa e a sombra” estreou-se no festival Porto/Post/Doc2015, numa sessão que contou com a presença do realizador e de Alípio de Freitas.
Lusa
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