Obra de 2,6 milhões vai melhorar abastecimento de água nos concelhos de Odemira e Santiago do Cacém

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Empreitada deverá durar um ano e vai permitir construir ligação entre as três localidades para que estas possam receber água da Estação de Tratamento do Roxo

A empresa Águas Públicas do Alentejo (AgdA) iniciou ontem uma obra de 2,6 milhões de euros para melhorar o abastecimento público de água a três localidades dos concelhos de Odemira e de Santiago do Cacém.

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Segundo a empresa, a obra vai permitir “melhorar o abastecimento de água” às localidades de Fornalhas Velhas, no concelho de Odemira, e às de Ermidas do Sado e de Foros do Locário, em Santiago do Cacém.

A empreitada, que deverá durar um ano, vai permitir construir uma ligação entre as três localidades para poderem vir a receber água da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Roxo, que fica situada junto à barragem do Roxo, no concelho de Aljustrel, distrito de Beja, e está integrada no subsistema de abastecimento Roxo Poente.

No entanto, para a água da ETA do Roxo chegar às três localidades ainda terão de ser feitas outras duas obras incluídas num projecto previsto para o subsistema Roxo Poente, que implicará um investimento total de cerca de 10,8 milhões de euros e será cofinanciado em 85% por fundos comunitários.

Trata-se das obras da segunda fase de remodelação da ETA do Roxo, orçada em 3,8 milhões de euros, e de ligação da ETA do Roxo a Alvalade do Sado, no concelho de Santiago do Cacém, orçada em quase 3,3 milhões de euros, as quais estão em fase de avaliação de propostas apresentadas no âmbito dos respectivos concursos públicos.

Primeira fase executada

No âmbito do projeto previsto para o subsistema Roxo Poente, já foi executada a obra da primeira fase de remodelação e que permitiu melhorar o processo de tratamento da ETA do Roxo, num investimento de 1,1 milhões de euros.

O investimento total de 10,8 milhões de euros irá “assegurar a qualidade e a quantidade de água necessária ao abastecimento” e permitir “abandonar” os vários sistemas autónomos, que, actualmente, a partir de origens subterrâneas com alguns problemas de qualidade e, em alguns casos, também de produtividade, “servem de forma deficiente” as populações das três localidades, frisa a AgdA.

Segundo a empresa, a albufeira do Roxo é “uma origem fiável” a nível de quantidade e de qualidade de água, já que está ligada ao sistema e recebe água do Alqueva e já foi feito um investimento de 1,1 milhões de euros numa obra para melhorar o processo de tratamento pela ETA do Roxo.

Através das obras, a AgdA sublinha que “assegura a resiliência dos sistemas de abastecimento, permitindo-lhes melhorar a qualidade da água distribuída e responder mais eficazmente a situações de escassez de água”.

Lusa

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