PCP exige à TST a reposição de serviços de transportes que foram cortados

149
visualizações

Delegação comunista visitou empresa e reuniu-se com a administração. Península de Setúbal debate-se com falta de carreiras e existem locais em situação de completo isolamento em determinados dias e horas, critica o PCP, que defende ainda a contratação de mais trabalhadores por parte da empresa.

- Pub -

O PCP exige que a empresa Transportes Sul do Tejo (TST) “mude de rumo, repondo os cortes que efectuou na oferta de serviço público de transportes de modo a responder às necessidades dos utentes e populações”. A posição comunista resulta de uma visita à empresa, no passado dia 4, que permitiu a uma delegação da Direcção da Organização Regional de Setúbal (DORS) do partido reunir com a administração da TST.

Ao mesmo tempo, o PCP defende que “se admitam os trabalhadores que a empresa necessita para o seu normal funcionamento” e que a mesma “responda positivamente às aspirações dos trabalhadores aumentando os seus salários e respeitando os seus direitos”.

Em comunicado, os comunistas lembram que a visita efectuada à empresa inseriu-se numa “vasta acção” que o partido está a desenvolver “em torno das questões dos transportes públicos e mobilidade”.

Transportes públicos e mobilidade que representam “um dos problemas com que a Península de Setúbal se confronta”, adianta o PCP.

Como exemplos, os comunistas apontam “o mau estado geral da frota da empresa”, “a enorme insatisfação dos trabalhadores (que decorre de uma política de baixos salários e constantes atropelos aos seus direitos)” e “uma oferta de transporte público que é cara e insuficiente”. Neste último ponto, o PCP reforça que a oferta é “continuamente reduzida” e que “não responde às necessidades das populações da Península [de Setúbal]”, com “muitos locais” a ficarem votados a uma situação de “completo isolamento em determinados dias e horas”.

Opções criticadas

Os comunistas consideram que este é “o resultado de um conjunto de opções como por exemplo aquelas que levaram a que se tivessem importado autocarros da Holanda para Portugal em segunda mão”, “inadequados para operarem em Portugal”, o que, acrescentam, culminou no Verão de 2016 com a “imobilização de cerca de cem viaturas” por avarias diversas.

“Não é fruto do acaso nem uma fatalidade, os trabalhadores não verem respondidas positivamente as suas reivindicações, nem a permanente pressão que é exercida pelas chefias para que os trabalhadores aceitem aquilo que legal e contratualmente não estão obrigados”, critica o PCP, concluindo igualmente que também “não foi fruto de um acaso os cortes que a empresa efectuou na oferta de transporte público ao longo dos anos e que levaram a uma enorme perda de utentes e ao isolamento a que ficaram votadas extensas áreas da Península de Setúbal a partir das 21 horas e ao fim-de-semana.

A visita à empresa foi realizada por uma delegação da DORS do PCP, que incluiu dirigentes locais e nacionais do partido entre os quais o deputado parlamentar Bruno Dias.

Comentários

- Pub -