Cibercrime: um problema de liberdade

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78% dos cibernautas portugueses estão mal informados ou mal preparados para se protegerem contra ataques informáticos ou burlas. Em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas já foram vítimas de cibercrimes, sendo a vertente do crime económico que mais cresce em Portugal e no resto do mundo.
A prevenção e combate deste fenómeno é muitas vezes difícil e algumas vezes inglório. Sem rosto e sem rasto, implica um controlo constante, um olhar cirúrgico perante movimentações estranhas mas que podem implicar a entrada na vida privada de todos nós. É preciso encontrar um equilíbrio entre protecção de dados e a vida privada e um maior combate e prevenção ao crime informático. Como combater este flagelo sem colocar em causa a Liberdade individual? Como aumentar a prevenção garantindo a privacidade dos cidadãos?
Por um lado, uma maior divulgação do projecto PROTEUS, que tem como principal objectivo a prevenção e divulgação de meios de protecção dos utilizadores, através de cursos de formação e seminários, pode ajudar os cidadãos a auto protegerem-se e a compreenderem melhor o fenómeno que pode atingir qualquer um. Informação é poder.
Aliada a esta prevenção, necessária mas insuficiente, é urgente dotar de meios (humanos e técnicos) as forças de combate a este tipo de crime. A Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária (UNC3T) conta com apenas 30 inspectores, número insuficiente para uma eficaz investigação e combate ao tipo de crime que mais cresce em Portugal, com perto de 100 novos casos por mês (total de 976 casos em 2017, tendo crescido 21,8% face ao ano anterior). A Lei orgânica, aprovada em 2015, que reforçou os poderes desta unidade, estimava a necessidade de a equipa contar com 100 novos inspectores. Até hoje, o número inicial (30) mantém-se inalterado.
Os crimes aumentam. Os meios mantém-se ou até diminuem. Tem de passar por cada um de nós aprender a proteger e combater esta ameaça sem rosto.

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PS: Mais uma semana, mais uma avaria num navio que efectuava a travessia Barreiro-Lisboa, mais um dia de caos para os barreirenses. O tempo passa, o problema subsiste.

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