Clínica Social Médica Dentária já tratou mais de 1400 pessoas

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Três anos depois de ter aberto ao público, Constantino Alves faz “um balanço muito positivo” da actuação da clínica instalada na paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Setúbal

 

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Criada em Julho de 2015, a Clínica Social Médica Dentária, inserida na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Setúbal, já tratou mais de 1400 utentes, o que equivale a 5 mil consultas. Os números foram avançados ao DIÁRIO DA REGIÃO pelo pároco Constantino Alves, um dos fundadores da clínica, que fez “um balanço muito positivo” destes três anos e cinco meses de actividade.

O objectivo principal da clínica é “responder às necessidades da população pobre e carenciada, que não tem possibilidade de pagar os seus tratamentos ou recorrer ao Serviço Nacional de Saúde”, designadamente homens, mulheres, crianças, jovens, desempregados, emigrantes, trabalhadores com baixos salários e reformados.

Para marcar a primeira consulta, cada futuro utente deve ir a um atendimento pessoal personalizado, onde a partir de um conjunto de indicadores, como o rendimento social de inserção ou a composição do agregado familiar se estabelece um preço-base, que oscila entre os cinco e os dez euros. Depois desse processo preliminar, as pessoas são encaminhadas para a primeira consulta e constrói-se um plano de tratamento.

Sem quaisquer apoios financeiros do Estado, da autarquia ou qualquer entidade pública, a clínica vive da generosidade dos voluntários. “Costumamos dizer que a clínica não é de uma entidade, mas das pessoas que abraçam esta causa de solidariedade”, explicou.

De acordo com o pároco, a maioria das pessoas em processo de tratamento viu os seus problemas de desemprego resolvidos ou simplesmente voltaram a sorrir. “Não está quantificado, mas há um conjunto de pessoas entre os 30 e os 40 anos, que arranjaram logo emprego por causa da melhoria da sua saúde oral”.

Actualmente, a clínica conta com 27 voluntários, 13 médicos, cinco recepcionistas, quatro na esterilização, dois na contabilidade e uma assistente. Os médicos vêm de Lisboa, Almada, Barreiro, Reguengos, tal como os restantes voluntários. Para garantir a sustentabilidade do serviço existe uma assistente dentária profissional.

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