Em Palmela todas as corporações de bombeiros têm equipas de intervenção permanente

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Concelho faz o pleno. Bombeiros de Palmela, Águas de Moura e Pinhal Novo vão ter EIP’s. Mas o caso de Pinhal Novo gerou polémica

 

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O concelho de Palmela é dos únicos do país em que todas as corporações de bombeiros, três, vão ter Equipas de Intervenção Permanente (EIP) para o combate aos fogos este ano, apurou o DIÁRIO DA REGIÃO.

Depois dos Bombeiros Voluntários de Palmela, que já têm EIP há mais tempo, os Bombeiros de Águas de Moura garantiram uma equipa e também os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, embora já quase fora do limite, conseguiram entretanto a sua EIP.

Ao contrário dos Bombeiros de Águas de Moura, que fizeram atempadamente a sua “inscrição”, de acordo com a Directiva Operacional Nacional (DON) para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2018, os Bombeiros do Pinhal Novo não formalizaram essa disponibilidade e quase ficaram fora desta solução.

Apesar de ter falhado o timing adequado, a corporação de Pinhal Novo revelou desagrado para com a corporação de Águas de Moura e até para com o município, o que gerou polémica entre estas entidades.

No entanto, ao que o DIÁRIO DA REGIÃO apurou, com a ajuda da Câmara de Palmela, o problema foi ultrapassado e o secretário de Estado da Administração Interna, José Artur Tavares Neves, aprovou esta terça-feira (212) a inclusão do Pinhal Novo.

Assim, todas as três corporações do concelho de Palmela vão dispor de EIP, o que deverá ser destacado nas comemorações do Dia Municipal do Bombeiro marcadas para o próximo domingo, dia 27.

Para este desfecho, valeu a argumentação sobre a realidade do concelho de Palmela, um município de grande extensão territorial, central na região e muito rural, que inclui a Arrábida, duas auto-estradas e linhas férreas.

Já a partir de dia 01 de Junho vão existir, em todo o país, pelo menos 170 Equipas de Intervenção Permanente, dispersas por outras tantas corporações de bombeiros, num total de 850 elementos profissionais. As últimas 79 equipas a serem incluídas no dispositivo nacional foram anunciadas na semana passada pelo secretário de Estado, na cerimónia pública de assinatura dos protocolos.

As equipas de intervenção permanente são compostas por cinco bombeiros, incluindo o chefe, em regime de permanência nos quartéis, para uma maior prontidão na resposta às ocorrências que impliquem socorro a pessoas ou bens.

Esta quarta-feira (23) entrou em vigor uma portaria, assinada pelo secretário de Estado Tavares Neves, que permite aos bombeiros de primeira do quadro activo do corpo de bombeiros e até aos 45 anos de idade, serem nomeados chefes das EIP’s.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse, em Janeiro, que o objectivo do Governo é ter equipas de intervenção permanente em todos os concelhos do país até 2020.

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