Jovem arquitecto de Setúbal ganha prémio com mestrado sobre Maputo

326
visualizações

João Oliveira, 24 anos, da Lanchoa (Terroa), venceu Archiprix Portugal. Diz que Setúbal tem grande potencial para a arquitectura porque o conflito entre a geografia única e a componente industrial é desafiante

 

- Pub -

Este slideshow necessita de JavaScript.

O jovem arquitecto setubalense João Oliveira, 24 anos, da Lanchoa, junto à Terroa, ganhou, no Sábado, o Prémio Archiprix Portugal que distingue anualmente os melhores trabalhos de fim de curso de mestrado apresentados nas áreas de Arquitectura, Urbanismo e Arquitectura Paisagista.

No trabalho que apresentou, ‘Interstícios do dualismo urbano em Maputo’, João Oliveira estuda a dualidade urbana no contexto tropical, tendo por base a intervenção nos bairros da Mafalala e da Mikandjuíne da capital de Moçambique.

Tento actuar sobre uma área improvisada, a mais antiga da cidade e que hoje se revela anacrónica, em confronto directo com outro traçado urbano muito racional e ortogonal da Antiga Lourenço Marques”, explica o premiado ao DIÁRIO DA REGIÃO.

O jovem arquitecto acabou a faculdade no ano passado, foi depois voluntário nas Oficinas do Convento, em Montemor-o-Novo e entretanto começou a trabalhar estúdio de Diogo Aguiar, no Porto, um dos mais promissores do país, com vários prémios ganhos e convidado este ano a expor na Bienal de Veneza o pavilhão que fez para a Fundação de Serralves.

Quanto à arquitectura de Setúbal, quanto questionado sobre que ideia principal lhe ocorre, responde que “é uma questão muito complexa”, porque a cidade é feita da conjugação da população migratória, do Alentejo, com a forte ligação ao mar.

A nossa mais valia [arquitéctonica] não é tanto a cidade, mas sobretudo a paisagem. Todo o território é muito interessante e tem muito potencial, porque temos uma geografia única e uma componente industrial muito grande o que resulta num conflito muito interessante para trabalhar.”, considera João Oliveira.

O Archiprix é um prémio de temática livre, puramente institucional e académico que dá visibilidade à diversidade e qualidade académica da mais jovem geração de arquitetos. O Archiprix destaca um colectivo de projectos que espelha os desafios e aspirações de cada concorrente, orientador e instituição de ensino do território nacional.

Este trabalho de João Oliveira agora premiado foi selecionado também para o Prémio YTAA (Young Talent Architecture Awards), que tem o mesmo âmbito que o da ARCHIPRIX mas a nível europeu, e vai ser por isso exposto no Palazzo Mora por ocasião da La Biennale de Venezia, já a partir desta quinta-feira, 24 de Maio.

NOTA: Noticia rectificada às 11h06 de 21/05/2018

Comentários

- Pub -