Transtejo poderá reposicionar actividade caso o aeroporto do Montijo se concretize

0
172
visualizações

O Grupo Transtejo, que garante a ligação fluvial entre Lisboa e a margem Sul, informou que a concretizar-se o novo aeroporto do Montijo poderá reposicionar a sua actividade “face à procura estimada”.

- Pub -

Depois das informações de que o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) viabiliza a escolha por reconverter a base aérea para uso civil, a empresa, em resposta escrita, considerou prematuro pronunciar-se, mas referiu que se a nova estrutura avançar “poderá significar o reposicionamento da sua atividade face à procura estimada”.

“Será expectável a reformulação da oferta, por forma a disponibilizar aos futuros passageiros do aeroporto do Montijo a possibilidade de chegarem pelo rio Tejo, dispondo de um serviço de transporte rápido e confortável”, segundo o grupo.

Na quinta-feira, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, garantiu serem “ultrapassáveis e passíveis de ser mitigados” os impactos ambientais na construção do futuro aeroporto do Montijo. Em declarações à agência Lusa, o ministro manifestou-se confiante no sucesso do projecto, sublinhando que a opção do Montijo “é a melhor opção”.

“Este relatório não trouxe surpresas em relação ao que esperávamos. É uma infraestrutura que já serve de pista de aterragem (militar) e que neste caso terá uma mudança no seu uso, passando a ter também uma utilização por civis”, apontou o governante. Sobre os alertas e sugestões deixadas por este estudo, Pedro Marques disse apenas que os impactos apontados “são limitados e capazes de ser mitigados”.

Entretanto, o governante adiantou que a concessionária do aeroporto, a ANA – Aeroportos e Navegação Aérea, já submeteu este relatório à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entidade a quem caberá emitir um parecer final sobre os impactos ambientais.

“Abre-se aqui um processo de avaliação e de consulta pública e esperemos que, no final do ano, a APA possa emitir uma declaração de impacto ambiental favorável”, perspectivou o ministro. Para o governante, a opção no Montijo “é a mais eficiente” e a que “melhor servirá” a região de Lisboa e o país.

“Estamos confiantes no desenvolvimento deste processo para que a região de Lisboa e o resto do país não fiquem limitados no crescimento do turismo e da actividade económica por este constrangimento do aeroporto de Lisboa”, concluiu.

Lusa

- Pub -

Queremos a sua opinião!