Boas notícias para o Montijo e para o país

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Esta passada semana trouxe consigo boas notícias, quer para o concelho do Montijo, quer para o país.
Para o concelho do Montijo porque, cumprindo os prazos que estavam previstos, foi divulgada a entrega do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) relativo ao futuro Aeroporto Complementar do Montijo, o qual, embora apontando alguns impactos já esperados ao nível da fauna e flora locais, bem como ao nível do ruído, e naturalmente a necessidade de serem implementadas medidas de correção, mitigação, e até de anulação quando possível desses impactos, dá “luz verde” à construção desta importante, urgente e estratégica infraestrutura na Base Aérea N.º 6 do Montijo.
Este EIA vem assim permitir dar mais um passo determinante no avanço deste processo e sobretudo continuar a perspetivar que ele se possa concretizar dentro do calendário estabelecido, ou seja, que o início da sua construção possa ter lugar no decorrer do próximo ano e a sua entrada em funcionamento em 2022.
Não vou aqui repetir os argumentos que já usei em artigos anteriores relativamente à importância como verdadeira âncora de oportunidade de desenvolvimento socioeconómico e das suas acessibilidades e mobilidade, quer interna quer entre as duas margens do Tejo, que a construção deste Aeroporto Complementar constituirá para o Concelho do Montijo, que desta forma assumirá claramente uma nova e inédita centralidade, não só no quadro da Área Metropolitana de Lisboa e da Península de Setúbal, mas mesmo em toda a região Centro e Sul do País.
No entanto, como referi, esta semana trouxe consigo também outras duas boas notícias para o País.
A primeira é a de que, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego relativa ao primeiro trimestre deste ano não só continuou a trajetória descendente consolidada que vem tendo desde que o atual Governo assumiu funções, como chegou mesmo aos 7,9%, o valor mais baixo desde 2008!
Trata-se de uma evolução extraordinária face a um passado recente que ainda todas e todos temos bem presente na nossa memória, num momento em que a economia do País dá sinais de sustentabilidade e vitalidade, contrariando todos aqueles que nos diziam, cá dentro e lá fora, que não havia alternativa às políticas de austeridade asfixiante, do retrocesso social e civilizacional e das falências e o desemprego em massa. Como se vê, e como este Governo cabalmente o vem demonstrando, é possível prosseguir e conciliar o objetivo de ter contas sãs e equilibradas com a devolução de rendimentos aos Portugueses, com o retorno de direitos e garantias sociais, e com o crescimento económico e a criação de emprego.
Importa agora, como também já o referi noutros momentos, que conjuntamente com esta batalha do “número” no emprego seja igualmente prosseguida e aprofundada a batalha da “qualidade” no e do emprego.
A outra boa notícia desta semana é a de que Portugal se voltou a financiar nos mercados de novo aos juros mais baixos de sempre em emissões de dívida a cinco e dez anos.
Com efeito, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) efetuou esta semana duas emissões de dívida, uma a cinco e outra a dez anos, no valor total de 1.250 milhões de euros que, com uma procura que superou as melhores expectativas, acabou por obter taxas de juro de 0,529% a cinco anos e de 1,67% a dez anos, sinal da confiança com que os até há pouco tempo temidos mercados estão a encarar a evolução da economia portuguesa.
O que, para além de permitir que Portugal se financie aos mais baixos custos de sempre nos mercados financeiros, vem igualmente possibilitar uma redução significativa do montante total da dívida e do serviço da dívida, designadamente nos juros a suportar, contribuindo desta forma também para o esforço governamental do controlo e redução sustentada do défice orçamental, numa gestão que vem sendo muito inteligente por parte do Governo Português.
Não são tudo boas notícias, temos a noção disso. Mas as boas notícias merecem sempre ser destacadas porque são elas que melhor contribuem para a autoestima de um País e de um Povo que, tendo passado recentemente por tantas privações, duras provas e dolorosos sacrifícios, precisa de sentir que estamos agora noutra fase da nossa vida coletiva que, não estando ainda isenta de constrangimentos e dificuldades diversas, tem hoje outra vivência, outra realidade e, sobretudo, outra perspetiva e outra esperança!

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