Aeroporto no Montijo ‘em cima da mesa’

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Reunião do executivo camarário vinca divergências entre PS e CDU quanto à localização do equipamento.

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Nuno Canta regozijou-se com a viabilidade da construção na BA6, atestada pelo Estudo de Impacte Ambiental. E lembrou o caderno de encargos entregue à ANA. Carlos Jorge de Almeida, vereador da CDU, recordou os vários posicionamentos do PS no processo, que a socialista Maria Clara Silva esclareceu terem sido sempre… apenas um: a defesa da infra-estrutura no território montijense.

O Estudo de Impacte Ambiental, encomendado pela ANA Aeroportos à empresa Profico Ambiente, que viabiliza a construção da nova infra-estrutura aeroportuária complementar a Lisboa na Base Aérea n.º 6 (BA6) marcou a reunião pública do executivo camarário do Montijo, realizada esta quarta-feira nos Paços do Concelho. Nuno Canta, presidente da Câmara, falou de uma janela de “imensas oportunidades” que se abre para a região e lembrou a posição desfavorável de autarcas da CDU; o vereador comunista Carlos Jorge de Almeida defendeu a realização de uma avaliação estratégica ambiental e acusou o socialista de já ter mudado “quatro vezes” de opinião em relação à localização; e a vereadora Maria Clara Silva colocou os pontos nos “iis” sobre o posicionamento dos eleitos socialistas ao longo do processo.

“A Câmara defendeu sempre o aeroporto no território do Montijo. Esta foi sempre a posição da Câmara. Não houve aqui nenhum ‘ésse’ na nossa posição. O Governo do PSD/CDS abandonou a ideia da construção do aeroporto em Canha e optou por decidir a localização entre Sintra, Alverca, OTA e Montijo. Não vamos dizer que não queremos na BA6 e que queremos em Canha. Não vamos dizer façam lá em Sintra ou Alverca, porque nós só queremos em Canha. Não somos contra o aeroporto em Canha, mas isso não está em cima da mesa”, explicou Maria Clara Silva, em resposta a Carlos Jorge de Almeida que havia acusado o presidente da autarquia e restantes eleitos do PS de terem mudado de opinião ao longo dos tempos e apoiado localizações na OTA, no Campo de Tiro, em Canha, e até mesmo em Beja.

Serviços da Câmara envolvidos em anteprojectos

Antes já Nuno Canta havia vincado com “satisfação” a “informação histórica” sobre o Estudo de Impacte Ambiental que viabiliza a localização do “chamado novo aeroporto do Montijo” na BA6. O socialista apresentou uma declaração a salientar que o futuro equipamento “tem viabilidade ecológica e de funcionamento” na BA6, destacando as “imensas oportunidades” que se abrem para o concelho.

“Este aeroporto será uma grande oportunidade para a cidade, para os montijenses, para a região de Lisboa, mas também para todo o concelho, afirmou.

“Serão imensas as oportunidades, em termos económicos, sociais, culturais e, sobretudo, como nós também bem queremos, em termos turísticos. Este investimento reconcilia-nos a todos nós com a nossa história: uma terra de transportes, de cultura de abertura, de tolerância, de encontro com os outros. Fomos sempre isso e vamos continuar a sê-lo.”

O autarca adiantou que “os serviços municipais têm sido envolvidos nos anteprojectos para a instalação do novo aeroporto, tendo a Câmara apresentado à ANA um caderno de encargos com os investimentos necessários para a conexão da cidade do Montijo à infra-estrutura aeroportuária”.

“Entre as infra-estruturas mais relevantes deste caderno de encargos, foram indicadas a conclusão da Circular Externa até ao Seixalinho, a construção da Avenida do Seixalinho com ciclovia, uma nova ligação viária à Ponte Vasco da Gama, a melhoria dos transportes públicos, incluindo o transporte fluvial entre Montijo e Lisboa, e a prestação pelos serviços municipais do abastecimento de água e do tratamento dos esgotos ao novo Aeroporto do Montijo.”

De permeio, lembrou uma moção de apoio à localização da infra-estrutura aeroportuária no Montijo que foi aprovada na reunião de 24 de Junho de 2015 por maioria, com os votos contra da CDU. “Uma moção que devemos recordar, porque é importante para a história conhecer-se o posicionamento político e as responsabilidades políticas que cada um tem nesta matéria”, atirou, recordando igualmente a reunião de autarcas da região, eleitos pela CDU, realizada em Alcochete, contra a localização do equipamento na BA6.

 

Festas do concelho com apoios de 29 mil euros

Durante a reunião, o executivo aprovou por unanimidade a atribuição de apoios financeiros, num montante global de 29 mil euros, a diversas associações para a realização de festas populares no concelho.

Foram atribuídos 1200 euros para as Festas do Bairro das Colinas do Oriente, 6 200 euros para as Festas em Honra de Nossa Senhora da Atalaia, 5000 euros para as Festas em Honra de Nossa Senhora da Oliveira de Canha e 3600 euros para as Festas Populares de Sarilhos Grandes em Honra de São Jorge. As Festas Populares das Figueiras, as Festas do Alto Estanqueiro, as Festas Populares das Taipadas e a Feira da Gastronomia e da Flor na Lançada vão receber apoios de 2000 euros.

A Câmara já tinha atribuído 2000 euros para as Festas Populares de Santo Isidro de Pegões e irá, igualmente, conceder futuramente igual valor à comissão organizadora das Festas dos Foros do Trapo. As Festas de S. João de Pegões recebem 5000 euros.

No total, e excluindo as Festas Populares de São Pedro, a autarquia atribuiu assim uma verba de 33 mil euros às festividades a realizar nas diferentes freguesias do concelho.

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