Montijo prepara-se para acolher maior evento suinícola dos últimos tempos

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Feira Nacional do Porco realiza-se no Parque de Exposições de 17 a 19 de Maio. Cerca de 220 expositores e tasquinhas, jornadas técnicas, várias actividades de animação e a promoção da produção nacional “Porco.pt”, como âncora, marcam um certame que promete demonstrar a robustez de um sector que contribui com 560 milhões para a economia do País

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“Caminhamos a passos largos para a realização do maior evento da actividade suinícola dos últimos tempos”. Foi assim que Vítor Menino “resumiu” a 24.ª edição da Feira Nacional do Porco, que irá contar com um total de cerca de 220 stands, entre expositores profissionais e tasquinhas, em representação de mais de uma centena de entidades, a juntar a uma componente de lazer, com tunas académicas, fados, concertinas e sevilhanas, além de outras actividades, entre os dias 17 e 19 deste mês, no Parque de Exposições Acácio Dores, em Montijo.

O certame, bienal, apresenta este ano como tema central a marca “Porco.pt”, o “mais recente projecto da suinicultura nacional que nasceu e existe para promover uma carne de porco diferenciada, de qualidade, certificada, mais tenra e mais saborosa” e que “já une 40% da produção nacional”, lembrou Vítor Menino, que preside à Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS) e à Associação Livre dos Suinicultores Portugueses (ALISP), durante a apresentação do evento, esta terça-feira, no 1.º foyer do Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida.

“Ao todo, entre expositores profissionais e tasquinhas, serão cerca de 220 os stands em permanência, representando mais de uma centena de entidades”, anunciou o responsável, salientando que as tasquinhas estarão abertas das 12h00 às 02h00, quase sempre com animação musical. “Tunas académicas, fados, concertinas e sevilhanas, entre outras, com destaque para Elsa Gomes, e o seu conjunto, que actua na noite de sexta-feira, momento que convidará a um pezinho de dança.”

Lazer é complemento em evento de cunho profissional

A componente de lazer é, porém, apenas um complemento da Feira Nacional do Porco, até porque, conforme explicou Vítor Menino, o evento tem “um cunho marcadamente profissional”. Nesse âmbito, o responsável destacou as habituais jornadas técnicas que vão decorrer desde as 15h00 de dia 17 até às 19h00 do dia 19, com “temas actuais, alguns dos quais polémicos, abordados por uma dezena de entidades”. “Razão e futuro da carne sintética” e “Ponto de situação dos mercados abertos” são motes de duas das palestras inseridas neste programa.

“Haverá ainda um espaço para as habituais acções de networking”, o espaço “Porco de Encontro”.

Em termos de oferta gastronómica, o certame “contará apenas com dois restaurantes que trabalharão em exclusivo com o produto recentemente lançado pela produção suinícola nacional”.

“As iguarias serão sempre oriundas do ‘Porco.pt’. Um restaurante irá dedicar-se à confecção de pratos de carne de porco e o outro apresentará refeições à base de leitão.”

A 24.ª edição da Feira Nacional do Porco será “um momento de celebração de um sector que estava convalescente e que agora se demonstra robusto, que contribui com cerca de 560 milhões de euros para a economia nacional e que apresenta ao mercado um produto nacional de elevadíssima qualidade”, vincou Vítor Menino a concluir.

Nuno Canta realça sector que nos últimos dois anos representou investimento de 30 M€ no concelho

Para o presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, que esteve acompanhado na sessão pelos vereadores socialistas, o evento representa “muito mais do que uma feira do porco”, já que, considerou, trata-se de “um investimento claro na inovação, no conhecimento, na competitividade e, particularmente, na fileira suinícola no Montijo”.

Além disso, adiantou, este é “um certame em que a Câmara em parceria com a FPAS realiza uma homenagem à agricultura, aos agricultores, aos suinicultores, à floricultura”, ou seja, “uma homenagem à agro-indústria” existente no concelho.

“Esta área da agro-indústria ou da agro-pecuária representou, só nos últimos dois anos, um investimento de 30 milhões de euros no concelho do Montijo. E estamos a dar um número bastante conservador, mas serve para ficarmos com uma ideia relativamente a estas indústrias e a esta fileira da produção de carne. Um investimento bastante superior ao que se registava nos anos que designamos como período da troika”, revelou o edil, que abriu a sessão de apresentação, logo após ter sido exibido um curto vídeo promocional com imagens da edição anterior do certame.

O socialista reforçou ainda a importância do sector e a relação de simbiose que poderá resultar com um outro investimento que espera que “aterre” no Montijo.

“Não é pelos novos desafios que o Montijo está a ter, relativamente a uma infra-estrutura como o novo aeroporto, que irá deixar de ter esta importante fileira presente no seu território. Diria até que complementam-se. Haja capacidade para que se possam complementar e, com isso, impulsionar-se de forma mútua.”

Para a edição deste ano da Feira Nacional do Porco, Nuno Canta revelou que a autarquia suporta um investimento na ordem dos “70 mil euros”, através da “melhoria da imagem exterior dos pavilhões” do Parque de Exposições Acácio Dores, depois de na edição anterior ter investido cerca de cem mil na remodelação da fachada do equipamento.

A terminar, salientou ainda que o Montijo “faz da produção de carne, e da carne de porco em particular, uma via principal para o seu desenvolvimento económico, criação de emprego, de riqueza e afirmação do território”. De resto, este segmento de actividade é histórico no concelho montijense.

“Este registo de abate e transformação de carnes faz-se no Montijo desde o Século XVII, é uma das actividades mais duradouras do nosso território, não há outra que se possa identificar como tão antiga”, rematou.

O evento realiza-se de 17 a 19 deste mês, com abertura de portas às 10h00 e fecho às 02h00.

Consultadoria ambiental com participação garantida

Nesta edição, estarão presentes expositores com actividade na área da consultadoria ambiental. “O que muito nos apraz, pois defendemos a implementação de boas práticas, que permitam ao sector ser rentável e sustentável, operando em harmonia com as regras ambientais e territoriais, que defendem o nosso futuro e o das novas gerações”. Como exemplo, Vítor Menino realça a presença no evento do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária.

Mais de mil alunos vão marcar presença no evento

Entre as entidades parceiras do evento contam-se, além da Câmara Municipal, a Escola Profissional do Montijo (EPM) e os agrupamentos de escolas do Montijo e Poeta Joaquim Serra. Alunos da EPM, da área de hotelaria, vão ser responsáveis pelo serviço de “buffet”. Dos dois agrupamentos de escolas, cerca de mil alunos vão visitar o certame, onde poderão contactar com a Roda dos Alimentos e, ao mesmo tempo, receber algumas noções sobre a importância da proteína animal na alimentação humana.

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