Montijo e os parquímetros… sim ou não?!

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A necessidade crescente e urgente de se poder satisfazer um estacionamento ordenado, leia-se limitado, criando-se um plano de mobilidade eficaz, é uma realidade cada vez mais ansiada no Montijo, por forma a incrementar a qualidade de vida e promover o ordenamento urbano e a segurança rodoviária, obrigando a que os vários intervenientes analisem e implementem soluções técnicas que correspondam da melhor forma às necessidades dos cidadãos utilizadores das vias e, da própria sociedade. Neste contexto, os estacionamentos são hoje de uma importância vital para a sustentabilidade e sociabilidade da cidade de Montijo.
Um estudo levado a cabo, quando da introdução dos parquímetros, mostrou que se operaram de imediato algumas alterações no sistema de mobilidade. Estas mutações deram-se em relação a variados aspectos, sabendo-se que fundamentalmente corresponderam a mudanças do modo de transporte, do local de estacionamento, do destino das viagens ou outras que ficaram por identificar.
Este estudo, teve como objectivo observar e compreender as implicações dos parquímetros sobre a mobilidade, nas zonas centrais de Montijo, com incidência particular nas alterações que poderiam vir a ocorrer, desde então, nas escolhas modais.
Foi pois com alguma expectativa, que a Autarquia fez na altura significativas alterações, na procura de mais lugares para estacionamentos, havendo logo a registar dois factores determinantes para tal: O Regulamento de Estacionamentos de Duração Limitada e o Regulamento de Viaturas Abandonadas.
Sobre a oferta e procura de estacionamentos em Montijo, convém salientar, por ser um aspecto tido como relevante nesta matéria, que sobre o Parqueamento Livre, existente no núcleo citadino, a taxa de ocupação actual ronda em média apenas 80%, o que indicia na verdade que a disponibilidade pode ainda aqui, contemplar a procura .
Se nas condições actuais dos aproximadamente cerca de 300 lugares disponíveis, em zonas de parquímetros contemplam agora estacionamentos de longa duração, em média, para cerca de 330 veículos num período de 12 horas, posteriormente e já em estacionamentos mesmo de duração intercalar, de imediato se poderiam contemplar, logo à partida, uma média de 435 veículos, no mesmo período de tempo. Passar-se-ia de uma taxa intermédia de 10% para cerca de 45%, o que não deixa de ser bastante significativo.
Assim, o funcionamento da rede de parquímetros da cidade de Montijo, na sua disposição actual, permitiria (quando em pleno funcionamento ) assegurar uma muito maior rotatividade no estacionamento de curta duração no centro urbano da cidade. Os acessos às principais zonas de comércio e serviços da cidade estariam assim mais facilitados com uma maior disponibilidade de lugares de parqueamento automóvel, nos termos regulamentados (duração curta).
No entanto de uma coisa não pode haver dúvidas: os parquímetros resolvem, (deviam resolver) em parte, os problemas de acessibilidade e mobilidade, principalmente no centro urbano da cidade mas… como potenciam as irregularidades na proximidade, como sendo os estacionamentos irregulares; sob os passeios, nas passagem assinaladas para a travessia de peões e nas zonas pedonais… e na ausência de uma Fiscalização em permanência, seremos confrontados seguramente, com graves problemas de acessibilidades e mobilidade!
No entanto e sobre a questão: Parquímetros sim ou não, a resposta será invariavelmente sim!

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