Mata da Mundet no Seixal vai ser parque de lazer com cinco hectares

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Empreitada de 331 mil euros, que já foi adjudicada, vai revitalizar o Alto D’Ana e transformar o núcleo antigo urbano da cidade numa zona de contacto com a natureza. Antiga Mundet acolhe também um segundo pavilhão desportivo cuja obra vai custar 591 mil euros

 

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A Câmara Municipal apresentou o futuro Parque Urbano do Seixal aos munícipes, este sábado (7) à tarde. A área de lazer vai abranger 5,3 hectares no Alto D’Ana, com vista para a baía e com ligação ao passeio ribeirinho. O objectivo é criar um espaço com várias valências e acessível a todos, numa forma de ‘devolver’ a antiga fábrica da cortiça da Mundet aos Seixalenses.

“Penso que até 2023 teremos tudo concretizado, tornando toda a Mundet num espaço vivo, de lazer, desporto, cultura e património, tendo em conta a visão de cerca de há 20 anos”, altura em que a Câmara Municipal do Seixal adquiriu a antiga fábrica de cortiça.

Esta frase foi proferida por Joaquim Santos, presidente da autarquia, que adiantou ao DIÁRIO DA REGIÃO que “ao lado vai ser um hotel que também queremos que seja diferente, ligado também à história da fábrica”.

Para já, o espaço reúne um pavilhão polidesportivo, o Ecomuseu Municipal do Seixal, o restaurante Mundet Factory e a Escola de Música do Conservatório Nacional – Pólo do Seixal.

A sessão de apresentação foi feita durante um fórum, realizado no pavilhão polidesportivo, que contou com cerca de cem espectadores e teve como oradores, para além de Joaquim Santos, dois vereadores e os responsáveis pela elaboração dos projectos.

José Carlos Gomes, vereador do Desporto, Empreitadas, Administração Geral e Modernização Administrativa, definiu a Mundet como um “espaço mítico, dos mais bonitos e com identidade”, lembrando que a fábrica teve milhares de trabalhadores.

Os munícipes que intervieram felicitaram a autarquia pela construção do futuro parque urbano. As dúvidas surgiram em relação aos acessos e ao estacionamento.

Raul Pires considerou a “ideia excelente” e questionou os autarcas sobre uma possível vedação e os horários de abertura e encerramento do parque, uma vez que é proprietário de um terreno que confina com o mesmo.

Jorge Gonçalves, vereador do Planeamento, Mobilidade, Cultura e Recursos Humanos, respondeu que o parque não será fechado, uma vez que “será um espaço aberto e público para dar acesso a todos os equipamentos”.

 

Parque urbano com bosque de sobreiros 

O Parque Urbano do Seixal vai corresponder a uma área de intervenção que ultrapassa os cinco hectares, integrados no Programa de Requalificação da Mundet. Encontra-se numa zona de cabeço naturalizada sobre o Seixal e representa um papel relevante na estrutura verde e de recreio do concelho.

Segundo Susana Noronha, arquitecta paisagista, o parque será constituído por uma praça em saibro, anfiteatro e bacia natural, pomar e olival (a recuperar), zona de mesas, bosque de sobreiros e carvalhos, clareiras com prado regado, miradouros, pequenas zonas de estadia em cortiça, rampa em madeira, caminhos primários em saibro e caminhos secundários em estilha.

A obra foi adjudicada à empresa Ideal Jardins – Construção e Manutenção. Tem um prazo de execução de 270 dias e um valor de 331 mil euros, acrescido de IVA.

 

Pavilhão para hóquei em patins

No mesmo fórum público, foi também apresentado o projecto do novo pavilhão que integrará o espaço da Mundet. Enquanto o já existente serve várias modalidades, o novo será destinado à prática de hóquei em patins e vai ser utilizado pela associação de solidariedade CRIAR-T que tem um núcleo desta modalidade.

O presidente  da CRIAR-T explicou ao DIÁRIO DA REGIÃO que o pavilhão é um incentivo à prática do desporto, já que este tem uma grande componente de inserção. Segundo ainda Fernando Marques, a associação “trata-se de um modelo de inserção social e sempre tivemos a ambição de dar corpo à formação humana”.

O clube tem 80 elementos e ainda colabora com escolas, somando mais 159 crianças que praticam hóquei em patins.

Foi descerrada a placa do pavilhão, uma vez que a obra já foi adjudicada à empresa Now XXI – Engenharia e Construções. O espaço, que vai custar 591 mil e 443 euros, vai ter uma parte envidraçada com vista para os espaços verdes. O arquitecto Luís Caeiro explicou que o pavilhão representará a recuperação de um espaço que acolheu a sede do Grupo Desportivo Mundet e, mais tarde, os laboratórios da fábrica.

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