Associação Cultural TOMA com grande actividade em poucos meses

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Dois espectáculos, várias oficinas e participação em diversos eventos mostram uma forte dinâmica do TOMA

 

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O teatro TOMA, Associação Cultural, que nasceu em Agosto de 2017, em Setúbal, regista uma grande actividade, entre produções de espectáculos e oficinas de teatro, em menos de um ano de existência, destaca o mentor do projecto, o actor José Nobre.

“Produzimos dois espectáculos, ainda em 2017 — “Desgraça a la Carte” e “O Segredo da Abelha” —, sem qualquer tipo de apoio financeiro. O primeiro estreou na Festa do Teatro, em pleno Largo da Ribeira Velha; o segundo, em apenas 4 representações, chegou a ser visto por mais de meio milhar de pessoas.

Em Janeiro de 2018, atingimos o fantástico número de 48 estudantes, divididos pelos vários escalões etários (dos 4 aos 6 anos; dos 7 aos 11; e partir dos 12 anos, sem limite de idade) e por 3 níveis de aprendizagem.

Em Fevereiro, apadrinhámos o projecto Stop Bullyng, estivemos presentes, com 16 alunos, do nível 1, em cena (com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos), no Cine-Teatro S. João, em Palmela, frente a uma plateia esgotada. As personagens, a história, a forma de a contar, a concepção cénica, foi tudo fruto da criação dos alunos, cabendo-me apenas a responsabilidade de dirigi-los. Mereceram totalmente o estrondoso aplauso final.”, refere José Nobre.

O actor, que se iniciou no teatro aos 15 anos de idade, decidiu, em Agosto de 2017, ao 45 anos, lançar o projecto TOMA por “sentir uma necessidade crescente, cada vez mais incontornável, de partilhar a experiência” que adquiriu ao longo de 30 anos de carreira profissional.

“Para além de estar no teatro profissional desde 1989, possuo um curso de formação de formadores que me permite ministrar oficinas de teatro, embora as valências adquiridas ao longo das mais de 60 produções em que participei, passando par várias estruturas profissionais, sejam o principal alicerce, nesta demanda de ensinar e de promover a criação teatral. Sou exigente nos meus métodos, procuro a excelência, a melhor maneira de executar os trabalhos a que me proponho, e o único caminho possível que aceito guiar os meus alunos é o da evolução, do aperfeiçoamento”, explica.

No mês de Março, dedicado à Mulher, à Poesia, ao Teatro e à Juventude, a associação estive presente em vários eventos, animando diversos espaços culturais da cidade — a Casa da Cultura, a Casa do Largo e o Auditório Charlot. Produzimos dois recitais de poesia, completamente distintos e em estreia absoluta.

O primeiro, uma co-produção AJA/TOMA, foi dedicado à poesia de Zeca Afonso — “As Mulheres cantadas por Zeca” e foi aplaudido por mais de 80 pessoas. Apenas uma semana depois, a 17, estreou o “Consultório Poético”, em que oferecemos um espectáculo de poesia alternativo, surrealista e hilariante.

Da selecção, contam os grandes poetas de sempre: Ary dos Santos, Bocage, José Régio, Fernando Pessoa, Shakespeare, Natália Correia, entre muitos outros. A lotação da sala de exposições esgotou; e o público saiu satisfeito, embora cansado de tanto rir. A 24 e 25, foi a vez de repor o “Segredo da Abelha”, em que obtivemos um sucesso de bilheteira que ultrapassou as “melhores expectativas” da organização.

O espectáculo foi visto por 300 pessoas, em que a percentagem de convites distribuídos não ultrapassou os 10%.

As oficinas seguem a sua actividade contínua, permitindo a toda e qualquer pessoa, independentemente da idade, iniciar-se, aprender e evoluir no teatro.

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