Novo terminal do Barreiro vai ser multiusos

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Equipamento deixa de ser apenas para contentores já que irá servir ainda para granéis sólidos e até para automóveis. A nova solução foi anunciada está terça-feira por Ana Paula Vitorino na comissão parlamentar

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O novo projecto do terminal de contentores do Barreiro, que teve de ser revisto, vai passar a ser multiusos, deixando de se destinar apenas a contentores para servir também para granéis sólidos e automóveis, anunciou esta terça-feira  a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

Até ao Verão, o novo projecto será submetido à apreciação da Agência Portuguesa do Ambiente, com uma nova localização e com multiusos.

Após várias críticas à ideia inicial, o projecto do terminal de contentores do Barreiro surge agora com “uma nova configuração física e algumas alterações relativamente à sua operacionalidade”, revelou a governante, numa audição na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

“Entre as alterações, quero destacar o facto de ser só de contentores e de passar a ser multiusos, tanto para contentores, como para granéis sólidos e até para automóveis”, precisou.

A nova solução, que resulta de reuniões tidas entre as partes envolvidas, implica também uma nova localização, que “não é mais do que deslocar um pouco para montante o terminal e ter uma ligeira rotação para não ser impactante na área nova e urbana do Barreiro”, disse Ana Paula Vitorino, adiantando que o novo projecto representa uma “melhoria numa estrutura que é suposto durar 100 anos”.

Quanto ao “timing” para o novo projecto ser apreciado pela Agência Portuguesa do Ambiente, a ministra apontou uma previsão: “Aquilo que se estima é que até ao Verão se possa reiniciar a avaliação de impacto ambiental, isto é, submeter novamente à APA [Agência Portuguesa do Ambiente] o novo projecto”, frisou.

Vista sobre o rio e Lisboa afectada

Durante o anterior período de discussão pública do primeiro Estudo de Impacto Ambiental do terminal de contentores do Barreiro diversas entidades, entre elas a Câmara do Barreiro, defenderam que a infra-estrutura não poderia prejudicar a marginal do concelho.

A tomada de posição surgiu após várias imagens disponíveis no estudo mostrarem a implementação do terminal no território, em que é possível ver a expansão para a zona da avenida Bento Gonçalves, conhecida como avenida da Praia, a marginal no centro da cidade, afectando a sua vista sobre o rio e sobre Lisboa.

A Administração do Porto de Lisboa acabou por pedir uma nova avaliação de impacto ambiental e a reformulação do projecto do Terminal do Barreiro, depois de críticas apresentadas durante a consulta pública, tendo sido criado um grupo de trabalho.

Ana Paula Vitorino vincou que esta “não é nenhuma situação anómala” e classificou as críticas como “coisas normais neste tipo de infra-estruturas”.

“Face a isto, foi entendido por todos que se deveria analisar novamente a configuração que tinha sido posta a apreciação […] e que se deveria retirar o projecto para reanálise”, explicou a ministra do Mar, respondendo assim às questões levantadas pelo deputado do PSD Cristóvão Norte, que pediu um ponto de situação sobre o projecto em causa.

DIÁRIO DA REGIÃO com Lusa

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