Quem Foi Stephen Hawking?

147
visualizações

Morreu Stephen Hawking, um dos mais mediáticos e influentes físicos dos nossos tempos. A ciência e o mundo ficaram um pouco mais pobres com o seu desaparecimento, mas para trás ficará imortalizada a sua curiosidade, destreza e resiliência com a vida.

- Pub -

Nasceu a 8 de Janeiro de 1942 em Oxford, precisamente 300 anos após a morte de Galileu Galilei – o inventor do telescópio. Nasceu com uma doença degenerativa, muito rara, a esclerose lateral amiotrófica, que o começou a afetar quando frequentava a universidade de Oxford. Começou por acusar atrapalhação na realização de rotineiras tarefas motoras, tendo até caído de umas escadas. Aos 21 anos o diagnóstico médico não era otimista e com a progressão da doença, os médicos não esperavam que este vivesse por mais que dois anos.

No final dos anos 60, começou a perder a capacidade de andar e a deterioração da sua capacidade motora era tanta, que já não conseguia escrever – algo crucial para um académico. Nem isso conseguiu destituí-lo da sua determinação e começou a desenvolver métodos geométricos e visuais para resolver as suas equações. Werner Israel, um físico alemão, comparou esta destreza a Mozart compor uma sinfonia mentalmente.

No virar da década de 70, Hawking já tinha perdido a capacidade de falar e só conseguia ser entendido por familiares e amigos próximos. Começou a usar uma cadeira de rodas, para se movimentar, aliada a um sistema de fala computorizado, onde inseria letras – uma a uma com as sobrancelhas – para formar frases.

Hawking foi um pioneiro na descoberta e caracterização de buracos negros. Formulou teorias sobre a sua existência e o seu impacto no tecido do Universo. Desvendou a radiação de Hawking, algo que todos os buracos negros emitem. Não só, como descobriu que os buracos negros não são permanentes e vão desvanecendo, após ter decorrido um espetro suficientemente grande de tempo.

Foi dos primeiros a tentar unir a Teoria da Relatividade Geral com a Mecânica Quântica, concebendo uma Teoria de Tudo, que pudesse explicar coerentemente todos os fenómenos do Universo, desde as galáxias às partículas subatómicas. Não foi bem sucedido nesse sentido, mas ofereceu insubestimáveis contribuições para que um dia isso possa ser atingiddo.

Foi um acérrimo defensor da teoria dos Universos Paralelos, acreditando que a Ciência era, de certo modo, a sua religião e que lhe conferia todo o conforto espiritual que necessitara. Segundo este, “a ciência é mais que uma disciplina da razão, é um romance e uma paixão”.

Escreveu diferentes livros, desde ficção infantil a retratos delicados e inspiradores sobre o Universo. Entre estes, o que mais se destaca é “Uma Breve História Do Tempo”, que vendeu mais de 10 milhões de cópias no mundo inteiro e deleita todos os seus leitores com conceitos de ciência excecionalmente bem explicados.

Para a história, Stephen Hawking ficará para sempre como um dos mais brilhantes cientistas que nos são contemporâneos, um devoto entusiasta de ciência e um determinado ser humano que nunca se deixou prender ou limitar pelas adversidades que a vida lhe incutiu. Deixa para trás o seu legado e uma esperança que a ciência vá conseguir triunfar onde Hawking não conseguiu. Seja a unificar uma teoria do universo ou a vencer as deteriorações causadas por todas as doenças degenerativas. Morreu no mesmo dia que Einstein nasceu, partilhando uma genialidade transversal a toda a história da humanidade.

“Somos apenas uma espécie muito avançada de macacos, num pequeno planeta, numa estrela muito mediana. Mas conseguimos entender o Universo. Isso faz de nós muito especiais.” Stephen Hawking

Comentários

- Pub -