PAULO CALADO “Setúbal tem que ser melhor que concelhos vizinhos para liderar distrito”

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Histórico do PSD Setúbal ficou, pela primeira vez, fora dos órgãos locais do partido. É o número dois no Conselho de Jurisdição Nacional, mas admite voltar à concelhia e diz que Santana Lopes dá um bom cabeça-de-lista do partido às Europeias

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Aos 43 anos de idade, Paulo Mateus Calado deu o salto dos órgãos locais para os órgãos nacionais do partido. Pela primeira vez, o histórico militante de Setúbal, que liderou a concelhia e a assembleia de militantes durante vários anos, não quis, nestas ultimas eleições internas, integrar os órgãos locais.

Em entrevista ao DIÁRIO DA REGIÃO, diz que quer concentrar-se no Conselho de Jurisdição Nacional, onde é o número dois desde as ultimas eleições em que apoiou Santana Lopes.

Sobre a política em Setúbal, afirma que o concelho precisa de mais do que aquilo que a maioria CDU tem feito.

Natural de Setúbal e licenciado em Direito, Paulo Calado é advogado de profissão e tem desempenhado cargos de gestão e administração de empresas nos últimos anos.

Já foi vereador na Câmara sadina e actualmente é líder da bancada social-democrata na Assembleia Municipal e vice-presidente executivo duma empresa de jogo online.

 

 

Porque não integra os órgãos locais do PSD neste novo mandato?

Decidi que ao ter assumido funções no Conselho de Jurisdição Nacional do PSD deveria estar mais liberto de outras funções no partido.

E no final deste mandato, quando Nuno Carvalho já não pode recandidatar-se, vai voltar aos órgãos locais?

É sempre possível, mas temos muitas pessoas capazes de assumir a liderança do PSD Setúbal, nos diversos órgãos.

Como vê a situação actual da política em Setúbal?

Como oposição responsável temos exigido mais da actual governação CDU. Há aspetos que têm que ver com a nossa qualidade de vida, que exigem muito mais do que se tem feito. A questão da enorme carga fiscal local, como é o caso do IMI, é outro problema. O concelho tem que oferecer melhores condições do que os concelhos limítrofes para liderar o distrito.

Não ficou decepcionado com o resultado do partido nas autárquicas?

Esperamos sempre mais, mas o PSD subiu. O PSD teve a mensagem mais clara da campanha, sem demagogia e sem projectos que depois não se realizam. Obtivemos mais um mandato autárquico.

Como avalia o desempenho político de Nuno Carvalho como presidente da concelhia?

Excelente! Determinado, combativo e focado no que é mais importante. Tem liderado grandes batalhas, que venceu, como a descida que vamos ter do IMI, que se deve à petição que encabeçou e teve mais de 5.000 assinaturas. O Dr. Nuno Carvalho é actualmente uma preocupação e o foco principal de ataque da CDU, o que demonstra que está a trabalhar e a fazer uma boa oposição.

Bruno Vitorino foi reeleito agora, com 86% dos votos, para presidente da distrital do PSD. Ficou satisfeito? O partido está agora mais unido no distrito ou esse resultado é apenas aparente?

É uma situação de continuidade. Cada mandato tem que ser avaliado por si.

Admite a hipótese de vir a candidatar-se a presidente da distrital?

Não o ambiciono e requer uma disponibilidade que neste momento não tenho.

E no plano nacional, Pedro Santana Lopes, perdeu as eleições internas, embora tenha ganho boa parte do partido. Sente que a situação é melhor?

Penso que se inicia um novo ciclo agora, no qual o Dr. Santana Lopes tem ainda um papel bastante relevante.

Acha que Santana Lopes dá um bom cabeça-de-lista do PSD nas próximas Europeias?

Tem sempre a possibilidade de concorrer se o convidarem e quiser aceitar. Relembro que o Dr. Santana Lopes foi o primeiro eleito nas primeiras eleições europeias. Tem experiência mais que suficiente para fazer um bom lugar, tal como o Dr. Mário Soares quando se candidatou ao mesmo lugar. Mas, é algo que penso não estar fechado ainda.

Faz hoje três anos que assumiu a vice-presidência da Aicep Global Parques, empresa que além da Zona Industrial e Logística de Sines, gere o parque industrial BlueBiz em Setúbal. Apesar de já não estar nessa administração que balanço faz do mandato que termina agora?

Saí da Aicep Global Parques para o desafio profissional em que me encontro actualmente, mas dei o meu contributo para a sua revitalização tal como os meus colegas Francisco Palma e Silvino Rodrigues. Penso que, voltámos a pôr o parque da antiga fábrica da Renault no mapa e é essa a razão do seu aumento de ocupação actual.

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