Projecto ‘Cidade da Água’ (Almada) entregue a um promotor em 2019

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O projecto de requalificação da antiga área industrial da Margueira, em Almada, conhecido como ‘Cidade da Água’, vai estar entregue a um promotor até ao final do primeiro trimestre de 2019, disse o presidente da Baía do Tejo.

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A Baía do Tejo é uma empresa pública que tem a responsabilidade de requalificar os territórios das antigas áreas industriais da Quimiparque, no Barreiro, da Siderurgia, no Seixal, e da Margueira, em Almada, em conjunto com as autarquias, conhecido como projecto do Arco Ribeirinho Sul ou ‘Lisbon South Bay’, nome utilizado na promoção internacional.

“A desafetação do território, que ocorreu em 2017, foi um passo fundamental para se poder avançar. O projecto ‘Cidade da Água’ está em fase de ser definido o modelo e o caderno de encargos para se iniciar a fase de decisão e penso que no primeiro trimestre de 2019 estará nas mãos de um promotor”, disse Jacinto Pereira, presidente do conselho de administração da Baía do Tejo.

A Baía do Tejo está a participar na maior feira internacional de imobiliário do mundo, o MIPIM, que está a decorrer em Cannes, na França, referindo que o projeto da ‘Cidade da Água’ é a principal bandeira na promoção internacional de todos os seus territórios.

“Foram aqui efetuados contactos muito interessantes e este é um projeto sinalizado pelos investidores há muito tempo, sendo notório um crescendo do interesse nesta altura, porque estão criadas as condições para se avançar”, defendeu.

Jacinto Pereira mostrou-se satisfeito com os resultados obtidos com a presença na feira e referiu que esta participação deve ser pensada, de força a que se conseguisse uma representação de toda a Área Metropolitana da Lisboa.

A ‘Cidade da Água’ tem prevista uma área de construção de 630.000 m2 e, além do parque habitacional, está prevista a instalação de um hotel, um museu e de um centro de congressos, ligados entre si por praças e canais, dando origem a um conjunto de espaços públicos únicos.

O projecto, que tem dois quilómetros de frente ribeirinha, contempla também uma marina e um novo terminal fluvial intermodal, estando previsto que seja efectuado de forma faseada.

“Sessenta por cento da área de construção definida no Plano de Urbanização como usos mistos vai ser o promotor a definir a sua utilidade, o que é uma vantagem. Vai ter também um terminal e a marina”, defendeu.

A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, afirmou que este território é o centro e a alma de Almada.

“A ‘Cidade da Água’ começa em Cacilhas e vai até à frente ribeirinha da Cova da Piedade, na zone nobre da cidade de Almada. Vai ter habitação, escritórios, museu, uma marina e zona para empresas”, explicou.

A autarca referiu que existem detalhes do projecto que podem ser atualizados, uma vez que este projecto é de 2009, e defendeu que um terminal de cruzeiros no local não faz sentido por já existir um em Lisboa.

Inês de Medeiros referiu que durante o MIPIM falou com diversos investidores interessados no projeto e foi orador num painel para apresentar a ‘Cidade da Água’, bem como todo o projecto de requalificação das antigas áreas industriais da margem sul.

Lusa

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