VITÓRIA: Míssil de bebé dragão prometeu muito mas acabou por valer apenas um ponto

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A turma sadina consentiu o empate pouco depois do golo madrugador de André Pereira. Na segunda etapa, faltou eficácia na hora de matar o encontro

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O Vitória não conseguiu dar seguimento ao ciclo de três triunfos consecutivos caseiros com que se apresentou diante do Portimonense no regresso ao Bonfim, acabando por consentir um empate a um golo na abertura da 27.ª ronda da I Liga. Mas o início dos sadinos até prometeu bastante, com o conjunto de José Couceiro a abrir o marcador logo aos 2’, no primeiro remate feito à baliza da turma forasteira.

André Pereira, bem de fora da área, ajeitou a bola em zona frontal e engatilhou o pé esquerdo para disparar um míssil na direcção da baliza à guarda de Ricardo Ferreira. O terceiro golo do jovem avançado com as cores do Vitória foi um verdadeiro hino ao futebol e viria a ser decisivo na obtenção de mais um precioso pontinho para a formação de Setúbal na luta pela manutenção.

Os algarvios reagiram rápido, procurando quase sempre, através de movimentações velozes nas costas da linha defensiva sadina, confundir marcações e encontrar espaços, como aconteceu pouco depois aos 15’, quando o japonês Nakajima conseguiu internar-se pela esquerda para cruzar com peso, conta e medida para uma entrada fulgurante de cabeça de Dener restabelecer o empate. O arranque prometedor sadino esfumou-se assim rapidamente… muito por culpa de um supersónico japonês.

O golo inaugural que poderia ter funcionado como tónico anímico para os sadinos acabou por surtir efeito inverso. O Portimonense empatou e foi mais atrevido e incisivo nos instantes seguintes, estando até perto de voltar a facturar, porém Tabata – que acabou substituído por lesão aos 20’ – foi travado nos intentos, quando se preparava para fazer a festa.

A partir daí, o Vitória soube, diga-se em abono da verdade, fazer o que lhe competia: assumiu as despesas do jogo e, uma vez mais embalado pelo bebé dragão André Pereira, quase voltou à vantagem no marcador, aos 29’, mas Ricardo Ferreira opôs-se ao remate do dianteiro emprestado pelo FC Porto aos sadinos… e João Teixeira não chegou a tempo para recarregar com êxito.

Melhor no segundo tempo mas… sem eficácia

Após o intervalo, o Vitória superiorizou-se ao adversário, mas demorou para conseguir criar situações de apuro junto do sector defensivo do Portimonense. A par disso, revelou ineficácia na hora de poder materializar em golo as oportunidades construídas.

Nenê Bonilha foi o primeiro a dar o mote, na sequência de um canto cobrado por Nuno Pinto, mas “não teve cabeça” para voltar a fazer balançar as redes da baliza dos algarvios, que não conseguiram, na etapa complementar, colocar dificuldades maiores à turma vitoriana.

Insatisfeito com o resultado, Couceiro tentou dar mais profundidade e velocidade à equipa, fazendo entrar Arnold para o lugar de João Teixeira – que saiu de cabeça perdida a pontapear o banco de suplentes – e pouco depois optou pela troca de João Amaral por Emrah Bassan. O congolês teve o condão de conseguir esticar o jogo sadino, pela direita, e Couceiro jogou a última cartada à entrada para os últimos 10 minutos da contenda, colocando o experiente Edinho no lugar de André Pereira. O internacional português não demorou a causar aflição ao reduto defensivo de Portimão, mas não conseguiu o desvio para o golo (84’) e Arnold também não fez melhor, chegando atrasado.

O assédio sadino acentuou-se e logo de seguida Rafa cortou para canto antecipando-se a tudo e todos. Mas, a turma de Vítor Oliveira ainda tinha uma ponta de veneno guardada para recta final da partida e, quando já ninguém o esperava, até obrigou Cristiano a três boas intervenções, primeiro na sequência de um livre e depois através de tentativas de meia-distância. O Vitória soma agora 25 pontos na tabela classificativa.

 

José Couceiro

“Temos de perceber que temos de estar todos unidos”

O técnico do Vitória não se mostrou plenamente satisfeito com a obtenção de um ponto, lamentando a falta de eficácia na finalização, durante a segunda parte, e, ao mesmo tempo, alertando para focos de instabilidade que não podem existir no grupo.

“No geral foi um bom jogo. Entrámos bem e até fomos felizes, fazendo golo na primeira oportunidade que tivemos. Mas depois demos muito espaço e alongámos muito as nossas linhas. O Portimonense geriu mais, nós arriscámos mais. Na segunda parte, tivemos muitos momentos em que podíamos ter feito o 2-1. Não fizemos e depois até podíamos ter sofrido o golo nos minutos finais. Temos de perceber que temos de estar todos unidos. Este ano tem havido muito pontos de desunião. Há questões que são internas, que tenho de tratar”, disse Couceiro na flash interview, logo após o apito final.

Vítor Oliveira

“Empate foi justo”

O treinador dos algarvios considerou que o resultado acabou por espelhar aquilo que foi a produção de ambas as equipas. “Nada fazia prever um golo daqueles [de André Pereira] no início do jogo. Foi um grande golo. Aliás foram dois grandes golos. Estivemos por cima do jogo nos primeiros 35’. Na segunda parte, o encontro foi mais equilibrado, mas penso que o empate ajusta-se àquilo que as duas equipas produziram.”

 

Ficha técnica:

Estádio do Bonfim: assistência 2 604 pessoas

Árbitro: Luís Ferreira, assistido por Inácio Pereira e Paulo Miranda.

VITÓRIA: Cristiano; Patrick, Nuno Reis, Yohan Tavares e Nuno Pinto; Semedo e Nenê Bonilha; Wallyson, João Teixeira (Arnold 58’) e João Amaral (Emrah Bassan 68’); André Pereira (Edinho 80’).

Treinador: José Couceiro

PORTIMONENSE: Ricardo Ferreira; Hackman, Lucas, Rúben Fernandes e Rafa Soares; Ewerton (Marcel Pereira 81’), Pedro Sá e Dener; Nakajima, Pires (André 81’) e Tabata (Wellington 20’).

Treinador: Vítor Oliveira

Golos: André Pereira (2’) e Dener (15’).

Cartões amarelos: João Teixeira (39’), Rúben Fernandes (66’) e Nakajima (90’+3’).

 

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