Autarca de Almada apela a investimento na Transtejo e abertura a operadores privados

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Inês de Medeiros diz que situação do transporte no rio Tejo tem que ser revista e dá o exemplo do barco da Trafaria que, em vez de ir para Belém, onde não há estação intermodal, devia ligar a Algés ou Alcântara

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A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, disse esta quinta-feira (15) que a Transtejo necessita de investimento e que a situação actual “é inaceitável”, defendendo que se deve abrir a navegação no Tejo a operadores privados.

“É preciso rever a situação do transporte fluvial. O rio Tejo é um activo importante e essencial para a mobilidade e apelo ao Governo para ter essa noção. A Transtejo necessita de investimento ou então abrir a outros operadores”, disse a autarca socialista, à margem da feira internacional de imobiliário, o MIPIM, em Cannes, na França.

A autarca de Almada, eleita pelo PS, salientou que é necessário pensar numa “economia do rio”.

“Tem que se investir na Transtejo, abrir a navegação no Tejo a operadores privados e pensar numa economia do rio. É o que as grandes cidades com rio fazem, vejam o que se faz em Istambul”, salientou.

Inês de Medeiros afirmou que “acredita no transporte público”, mas considerou que o Tejo é “suficientemente grande para se abrir a vários tipos de actividade e a vários operadores”.

“No caso de Almada, é preciso repensar as carreiras. A ligação Trafaria-Bélem tem que ser repensada, porque Belém não é um ponto intermodal. Ou vai para Algés ou para Alcântara, não percebo a utilidade de Belém”, defendeu.

A autarca disse ainda que as autarquias da margem sul já discutiram uma ligação fluvial que passe por todos os concelhos da margem sul.

“Temos sido muito solicitados por operadores privados que querem fazer carreiras e transporte fluvial e não vejo nenhuma razão para que isso não aconteça, tem que haver abertura. Mas, para isso, é preciso ver o rio como centro da Área Metropolitana de Lisboa”, frisou.

Já o vice-presidente da Câmara do Seixal, Jorge Gonçalves, afirmou que o rio Tejo deve ser um fator de desenvolvimento económico e um elemento estruturante na região.

“Tem que se fortalecer o transporte fluvial, o desinvestimento do Estado levou a uma quebra de passageiros. É necessário e urgente um plano de manutenção das embarcações, mas também um plano de renovação”, disse.

Sobre uma possível entrada de outros operadores, o autarca defendeu que é preciso reforçar a empresa pública Transtejo, considerando que outros operadores “não são o problema”.

Autarcas e utentes têm vindo a reclamar devido às supressões de carreiras e à falta de embarcações no rio Tejo para cumprirem as ligações fluviais previstas entre a margem sul e Lisboa.

A Soflusa faz a ligação entre o Barreiro e Lisboa, enquanto a Transtejo é a empresa responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão à capital, pertencendo ambas ao grupo Transtejo.

A presidente da Transtejo afirmou recentemente, no parlamento, na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, que espera ter à disposição, até ao final do mês, navios suficientes para garantir o serviço da operadora de transporte fluvial entre a margem sul do Tejo e Lisboa.

Lusa

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