Creche que meteu água, em Palmela, explica o que aconteceu

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Presidente do Centro Social de Palmela diz que o problema foi varanda estar entupida e a carga de água que caiu em meia hora. Guilherme Bettencourt recorda que a cobertura é nova e agradece dedicação dos funcionários e compreensão dos pais

 

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As causas da infiltração de água que obrigou, ontem, ao encerramento de três salas de pré-escolar no Centro Social de Palmela, foram o entupimento da varanda e de um canal colector, conjugado com a chuva “torrencial” que caiu em meia-hora, afirma a direcção da IPSS.

O presidente do centro, Guilherme Bettencourt, enviou ao DIÁRIO DA REGIÃO, ontem à noite, uma explicação pormenorizada dos acontecimentos.

“Hoje [ontem] de manhã pela 08h00 fui contactado pelo pessoal de serviço no JI “A Árvore” (abertura às 07h00) que estavam a ocorrer infiltrações abundantes de água da chuva no corredor de serviço e no WC, sitos no rés do chão, de apoio a 3 sala do pré-escolar (salas azul, laranja e vermelha).
Chegado ao local cerca de 15 minutos depois constatei o facto de estarem a ocorrer infiltrações em diversos pontos do corredor e paredes.Registei que para além de não estarem crianças no local a iluminação de serviço do corredor e WC estavam desligadas.

Procurando as razões da ocorrência e atendendo a que após a intervenção feita no verão passado não se tinham repetido situações de infiltração de águas pluviais fui às traseiras do edifício e constatei que a varanda tinha uma altura de cerda de 15 cm de água.

O descarregador da varanda estava entupido daí a razão do acumular de água. O canal colector contíguo estava também entupido e cheio de água agravando a situação e promovendo a infiltração por capilaridade na placa a paredes. Acresce que entre as 07h30 e as 8h00 choveu torrencialmente em Palmela por pequenos períodos de tempo associadas a fortes ventanias.”

O responsável informa ainda que “com recursos do Centro Social de Palmela cerca da 09h00 desentupiu-se as duas situações referidas e de imediato a quantidade de água infiltrada diminuiu consideravelmente e a principal situação ficou resolvida” e que foi decidido então “não abrir as três salas de pré.escolar no dia de hoje [ontem], evitando algum risco com a instalação eléctrica e que as condições mínimas de conforto e segurança estavam salvaguardadas”.
Na comunicação enviada, o presidente da IPSS deixa claro que nunca esteve em causa a segurança das crianças e destaca que foi o centro que de imediato chamou os serviços municipais e solicitou o aconselhamento da Protecção Civil.
Guilherme Bettencourt  regista que “a maioria dos pais informados da situação compreenderam e aceitaram esta ocorrência” e faz “reconhecimento do esforço e dedicação dos trabalhadores desta casa em minimizar e resolver esta ocorrência. Para além do seu posto de trabalho são os primeiros a pensar no bem estar, segurança e conforto dos nossos utentes”.

 

 

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